Mindset ágil para melhoria contínua dos times

Mindset significa “mentalidade” ou “configuração da mente”, em outras palavras, é a forma como enxergamos o mundo e interpretamos os acontecimentos ao nosso redor. Porém, não é algo estático, estamos em constante evolução e essa “configuração da mente” pode ser reajustada com o tempo. Neste post você descobrirá a importância de adotar um mindset ágil para conquistar a melhoria contínua na agilidade.

Mais do que saber o que é e como aplicar as metodologias, é importante saber se adaptar e aprender com os desafios, sempre buscando a melhoria contínua. Porém, assim como a cultura organizacional não se nasce da noite para o dia, tal mentalidade precisa ser construída. Algumas características são essenciais para a criação de uma mentalidade ágil: cultura do compartilhamento de conhecimento, entregas contínuas de valor  e empoderamento de pessoas.

Cultura do compartilhamento de conhecimento

O compartilhamento de conhecimento auxilia para que todos os responsáveis do projeto saibam como está o desenvolvimento do mesmo, auxiliando na tomada de decisão e na percepção de erros. Desta forma, entrega-se um produto com maior valor para o cliente final, que foi inspecionado por vários pontos de vista em todas as partes do seu processo. Tal cultura é presente nos métodos ágeis que se baseiam no manifesto ágil, movimento que ocorreu em 2001 e tem como base o conceito de responder às mudanças mais que seguir um plano, ou seja, o importante é entregar um produto de valor para o cliente e para a organização, independente do que está em contrato.

Entregas contínuas de valor

Não é necessário chegar ao fim do projeto para perceber que um erro no começo poderia ter sido evitado. A existência de ciclos curtos de desenvolvimento é uma das grandes vantagens dos métodos ágeis pois é possível “errar cedo” e refletir sobre as falhas no processo bem como a solução. Aprender com os erros é crucial para um mindset ágil.

Empoderamento de pessoas

O conceito de liderança é outro, hoje, todos os membros de um time são responsáveis por mobilizar, influenciar uns aos outros e buscar formas para que o ambiente seja o mais harmonioso possível e propício a mudanças. Autonomia é a chave do alto desempenho, confiar responsabilidades às pessoas, por mais simples que elas sejam, proporciona um ambiente de confiança e que incentiva as mesmas a procurarem a evolução de suas atividades de forma natural, sem “forçar a barra”.

De forma geral, executar (cegamente) as atividades e rituais que os métodos ágeis pregam não vai melhorar a performance do time, só vai engessar e complicar o processo. Para alcançar a melhoria contínua dentro da agilidade é necessário mudar o mindset não só do time mas da organização como um todo.

Texto: Isna Faria e Maria Fernanda Marcotti

Times Scrum – Como facilitar as fases de formação?

Texto por Bianca Pereira

No texto anterior, entendemos um pouco mais a analogia entre o time de scrum e o de futebol (clique para ler). Vimos brevemente como as equipes são compostas e entendemos melhor os papéis que cada um desempenha.

Hoje conversaremos melhor sobre as fases de formação de times e como arbitrá-las até a equipe se estabilizar na partida.

Em 1965, o psicólogo Bruce Tuckman publicou um estudo apresentando as quatro etapas de construção de um grupo e o comportamento das pessoas em cada momento.

Formação e conflito

O primeiro estágio, chamado de “formação”, envolve a apresentação, o entrosamento inicial dos membros, entendimento do “jogo” e reconhecimento das outras posições.

O facilitador ou Scrum Master, analogamente ao juiz da partida, exerce um papel diretivo para equipe, trazendo pontos de atenção relacionados ao objetivo do projeto. É o momento de mostrar as regras do jogo que precisam ser seguidas: prazos, cerimônias do Scrum, objetivos de entregas.

No segundo momento, a equipe tende a entrar na fase de “conflito”.  É quando os ânimos ficam exaltados e a pressão da vitória atinge todos os membros do time. Surgem, então, os carrinhos, os puxões de camisa, as defesas irregulares e o juiz precisa ser mais incisivo em relação às regras.

Alguns times podem tentar evitar essa fase, camuflá-la ou negá-la. Porém, é importante que scrum master ou facilitador do projeto ajude a trazer esses problemas à tona.  Só assim o grupo poderá reconhecer o conflito e chegar a uma solução em conjunto.

Estabilização e desempenho

Depois da tempestade, vem sempre a calmaria e é por isso que após muitas faltas marcadas e cartões distribuídos, os times entram na fase de “normatização”, seguida pela etapa de “desempenho”.

Esse período de estabilidade ocorre porque os membros resolveram os conflitos e passam a reconhecer os pontos fortes uns dos outros, trabalhando com sinergia para suprir as lacunas em direção ao mesmo objetivo.

O juiz continua a exercer um papel de apoio, mas sua interferência torna-se cada vez menos necessária. O time começa a adquirir independência e alta performance.

Uma partida de futebol e projetos de scrum não são eventos lineares. Alguns acontecimentos podem levar times já estabilizados novamente ao conflito. Isso acontece por exemplo, com a entrada e saída de membros, mudança na priorização de entregas, trocas de papéis, discordância de técnicas, entre outras inúmeras situações. Nesse caso, cabe ao juiz ser imparcial e diretivo fazendo valer as regras do jogo visando ao resultado esperado.

Para além da teoria, cada jogo e cada time tem sua particularidade. Imagine-se sendo árbitro de uma disputa entre Flamengo x Macaé ou São Paulo x Portuguesa, parece algo dentro do “roteiro”, certo? Agora, coloque-se como juiz em um jogo entre, por exemplo,  Flamengo x Fluminense, Grêmio x Internacional ou ainda, Palmeiras x Corinthians e algumas outras variáveis entram em questão. Mas isso é papo para outra hora, por hoje, fim de jogo.

Times Scrum – Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

Texto por Bianca Pereira


Todo amante de futebol sabe a importância que faz um time bem estruturado em uma partida. As posições precisam ser estrategicamente definidas e preenchidas com os jogadores responsáveis, é preciso treinar diariamente para evoluir a técnica e, principalmente, o time precisa estar entrosado.

Muitas vezes temos jogadores com muita habilidade em campo, mas se não houver o tal do entrosamento do grupo, nada feito! Então acontecem passes perdidos, bola na trave, bola na área sem ninguém pra cabecear, e daí, o choro é livre.

Quem já trabalhou utilizando o Scrum, sabe que funciona da mesma maneira. Para entregar um projeto baseado nesse framework, a construção de um time colaborativo é essencial. Isso vai além do domínio de técnicas avançadas de desenvolvimento e abrange a capacidade de adaptação, inspeção e transparência da equipe para com o jogo em si.

Para chegar nesse patamar é preciso, claro, muitos treinos, muitos jogos, adversários “fáceis”, aqueles mais complicados, muita falta apitada e alguns cartões pelo caminho.

Papéis do time scrum x time de futebol

Para contar essa história direito, vamos explicar os papéis do Scrum dentro de campo e veremos como os times são formados. 

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Product Owner (Goleiro/Capitão do Time)

A principal função do PO é traduzir os interesses do cliente em valor, priorizar isso de forma assertiva e comunicar o que será ou não feito para o restante da equipe. Como capitão, é ele quem vai motivar as pessoas em relação ao negócio e mostrar o porquê de aquilo estar sendo feito. Além disso, ele também precisa defender o time dos itens que fogem do objetivo a ser entregue.

Na formação de times colaborativos, tanto de futebol quanto de Scrum, essa é uma atribuição fundamental. “Falem um com outro, cobrem um do outro, ajudem um ao outro, queiram ganhar um com o outro” é parte de uma famosa preleção de Rogério Ceni que poderia ser facilmente usada em uma Daily Scrum.

Gosto de fazer a analogia do PO com o goleiro, pois ele é um indivíduo um pouco distinto, joga com os pés, mas sobretudo joga com as mãos e posicionamento. Não tem como jogar sem ele, e dificilmente conseguimos substituí-lo por um jogador de linha.

Time de desenvolvimento (Jogadores de linha)

Colocando um objetivo em comum a ser alcançado em cada caso, desenvolver sistemas pode ser comparado a vestir a camisa e chutar a bola no gol. Veja que nessa situação não há diferenças entre quem desenvolve, quem testa, quem valida requisitos ou quem desenha fluxos, todos buscam o mesmo foco e contribuem de acordo com sua posição em campo.

Scrum Master ou Facilitadores (Juízes)

Os juízes são responsáveis para que a partida aconteça de acordo com as regras do futebol, enquanto o Scrum Master ou Facilitador garante que os princípios do Scrum sejam desenvolvidos no decorrer do jogo. Cabe a ele comunicar esses preceitos da melhor forma e fazer com que a equipe consiga avançar os estágios de formação durante o projeto.

A regra é clara e quando a situação sai do roteiro, ele precisa se posicionar, direcionar a disputa e conduzir os times. Muitas vezes alguns podem achar que árbitros são desnecessários e o melhor seria que sua função não fosse percebida. De certa forma, isso é verdade, porém, são nos jogos complicados que essa figura torna-se fundamental para o desenvolvimento do time e jogo.

Como nem tudo são flores, as equipes podem estar desfalcadas em algumas situações e o time precisa se adaptar para suprir esses hiatos. Defesas são feitas por laterais, gols são marcados por zagueiros. Mas por mais que a equipe passe por uma etapa de conflito, com muito treino, ela consegue se desenvolver e caminhar para melhores resultados.

Formação de times

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Tanto no futebol quanto no Scrum, a formação de times colaborativos e auto gerenciáveis não é algo simples. Você escolhe os jogadores responsáveis por cada posição, apresenta os outros membros e tudo vai bem, até colocá-los para trabalharem em equipe. 

Em 1995, após ter sido eleito o melhor jogador do mundo, Romário desembarcava na Gávea. Pouco tempo depois era a vez do campeão brasileiro Edmundo e o “melhor ataque do mundo” estava formado. Parecia que o puro talento dos seus jogadores renderia incontáveis títulos ao Flamengo, mas um elenco vitorioso precisa ser um time antes de tudo.

O grupo durou apenas 6 meses apresentando problemas de gestão, estrutura, organização e estilo de jogo. Próprios ex membros da equipe a classificavam como “uma bagunça”. O que deu errado?

Equipes de scrum passam por processos semelhantes, o grande desafio é auxiliar que elas se desenvolvam e atravessem as fases de formação e conflito. Chegar à estabilidade e alto desempenho em um projeto é um desafio diário que requer muito treino. Será que sua equipe está preparada? Falaremos mais disso no nosso próximo post, por hoje, fim de jogo. 

 

Jera conquista título de Agência Certificada pelo Google

A Jera conquistou o título de Agência Certificada pelo Google Developers na última semana. 49 empresas no mundo todo possuem essa certificação, sendo apenas três no Brasil. O Google verifica os dados técnicos dos aplicativos, as reviews dos usuários e a capacitação técnica dos desenvolvedores antes de certificar a agência.

Ter o selo de Agência Certificada pelo Google Agency significa que a Jera atende a uma série de requisitos. Entre eles estão a experiência no uso de tecnologias do Google e um histórico bem sucedido de construção de aplicativos de alta qualidade.

A certificação foi concedida após participarmos do Google Developers Agency Program, programa que oferece às agências de desenvolvimento de softwares acesso a treinamentos e eventos, recursos personalizados, melhores práticas e suporte para desenvolvedores de maneira exclusiva.

Como agência certificada, nós nos sentimos honrados e agora podemos atestar que possuímos expertise e excelência na construção de aplicativos. Para nós, é de extrema importância a certificação, pois buscamos sempre nos aprimorarmos para desenvolver o melhor produto possível, que seja um diferencial no negócio dos nossos clientes.

 

Jera é selecionada para participar do Google Developers Agency Program

Em 2016, o Google criou um projeto pensado exclusivamente para dar suporte dedicado a empresas de desenvolvimento de software, inicialmente apenas na Inglaterra, Índia e Estados Unidos. A ideia é que essas empresas e o Google construam juntos um serviço de qualidade para os clientes que desejam criar um aplicativo. O programa se chama Google Developers Agency Program e até agora 25 empresas em todo o mundo foram certificadas. 

Neste ano o projeto veio também para o Brasil e a Jera foi convidada, junto com outras cinco empresas brasileiras, para fazer parte de um grupo seleto que será beneficiado com o programa. 

É uma grande honra para nós sermos selecionados para a iniciativa, pois a ideia principal do programa é ajudar as empresas a criarem aplicativos e produtos de melhor qualidade, por meio das tecnologias do Google.  E com isso, consigam oferecer os melhores produtos do mercado para seus clientes.

Nós nos mantemos sempre curiosos e com vontade de nos aperfeiçoamos cada vez mais. Por isso, buscamos incansavelmente melhorar os nossos processos, aprender novas técnicas e tecnologias, acompanhando as novidades do mundo digital e nos destacando no mercado.  Então, estamos muito animados com a oportunidade de participar do programa e poder aprimorar o nosso produto.

Benefícios

As empresas participantes do programa serão beneficiadas com:

  • Treinamento nas últimas APIs, tecnologias e melhores práticas do Google;
  • Eventos com conteúdos específicos para agências de desenvolvimento de software;
  • Participação em programas Early Access;
  • Suporte online 1:1 do Google;
  • Review do UX dos aplicativos;
  • Certificação de agências

Para esta certificação é preciso atender a uma série de fatores, incluindo experiência demonstrada no uso de tecnologias do Google e um histórico bem sucedido de construção de aplicativos de alta qualidade. As agências certificadas poderão assim atestar a seus potenciais clientes a expertise e excelência na construção de aplicativos Android.