Refinamento de tarefas através da Matriz CSD

Quando falamos em projeto sabemos que do início ao fim podem surgir diversas inseguranças sobre qual o verdadeiro objetivo, qual a prioridade de cada tarefa ou como realmente deve ser implementado. Para tentar deixar as informações mais claras e o time alinhado, começamos a utilizar a Matriz CSD. Ela é bastante empregada para levantar hipóteses tanto com o time de desenvolvimento quanto com o cliente, nos auxiliando assim em qual o melhor caminho a ser seguido. Agora que você já sabe o objetivo da matriz CSD aprenda como utilizá-la.

Continuar lendo Refinamento de tarefas através da Matriz CSD

Retropg: Uma retrospectiva Scrum utilizando RPG

Um app antigo em sua quarta versão, com um time extremamente focado (e cansado haha) a retro final do projeto precisava ser algo divertido e que criasse um ambiente seguro para que todos pudessem falar livremente e fechar esse ciclo.

Um grande desafio surgiu: qual estrutura usar na retro? nós, facilitadores, temos dinâmicas para os mais variados contextos mas, para essa em especifico, parecia tudo muito mais do mesmo. Tinha que ser algo diferente que realmente engajasse o time (que fez um trabalho excepcional ❤).

Comecei a pensar no perfil de cada um, o que ouviam, o que liam, o que faziam no tempo livre e essa atividade foi uma grande descoberta pra mim. Lembrei que os meninos sempre almoçavam rápido para jogar RPG e.. wtfff o que é RPG? hahaha

Role-playing game, também conhecido como RPG, é um tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente.

Depois de ler essa breve descrição fiquei extremamente entusiasmada: achei a estrutura perfeita para fazer a retro final do projeto. Sabia que o desafio seria grande então convidei o tester do projeto para me ajudar a estruturar. Se você nunca contou com um membro do time para te ajudar a planejar a retro, experimente o/ é uma experiência muito enriquecedora!

O app é uma agtech que facilita o dia-a-dia do produtor rural através de ferramentas para o manejo, gestão e proteção da lavoura. Partindo deste contexto a história começou a ganhar forma..

Era uma vez em uma terra muito, muito distante em uma vila de camponeses que plantavam soja e não tinham um agrônomo pra ajudar. Surgiu um grande mago que concedeu um artefato mágico (o app) para ajudar os camponeses

Os camponeses eram muito felizes usando o artefato mágico e isso gerou muita inveja da vizinhança que enviou um demogorgon para atacar a vila

Então, 7 bravos guerreiros deveriam lutar para salvar as terras e proteger o artefato mágico:

Cada membro do time era um personagem de RPG e tinha um poder (dano ou cura):

Conforme a história se desenrolava e o dado girava, o time deveria fazer uma das 8 ações:

Para o texto não ficar muito extenso, vocês podem conferir os slides aqui 😉

O resultado? a retro mais divertida que já facilitei hahah todos, sem exceção, falaram de forma transparente e conseguimos várias feedbacks para o crescimento do time e de cada um.

O recado que quero deixar é: passamos a maior parte do tempo no trabalho e, muitas vezes, não nos conhecemos o suficiente para extrair o melhor de cada um. Antes de organizar uma retro, reflitam profundamente sobre o time e como o melhor ambiente pode ser criado, ousem e não tenham medo de arriscar algo novo.

Texto por: Maria Fernanda Marcotti

Dinâmica É, Não É, Faz, Não Faz

Recentemente fiz o workshop de Lean Inception do Paulo Caroli durante a semana ágil do Scrum Gathering Rio.
Durante o workshop nos são apresentadas várias ferramentas para facilitar o processo da lean inception.
Na Jera já fazemos o uso dessas ferramentas, uma delas é o: É, NÃO É, FAZ, NÃO FAZ, que foi criado pelo Rafael Sabbagh da K21. Nesse vídeo há uma explicação mais detalhada.

Nas vezes em que facilitei o uso dessa ferramenta, seja pra ajudar um time a identificar seu papel ou para definir um produto, percebi que algumas pessoas ficavam com dificuldade em diferenciar o que algo É e o que algo FAZ.
Pensando em ajudar no entendimento, percebi que o que É e NÃO É, poderia ser associado com o uso de substantivos. No caso de definição de um produto, poderíamos dizer por exemplo que ele É um: aplicativo, seguro, local, etc; Para o preenchimento do FAZ e NÃO FAZ, fiz a sugestão de preencher pensando em verbos, pois expressariam uma ação ao qual o produto irá realizar, por exemplo: cadastrar usuário, filtrar um resultado, buscar.
Essas analogias facilitaram o entendimento da dinâmica, pois as pessoas começaram a ver de fato uma diferenciação ao preencher o quadro.
Nesse dia do workshop, sugeri as pessoas que pensassem no preenchimento do quadro usando essas associações, e foi muito bom o resultado, pois facilitou a aplicação da dinâmica.
Encorajada pela Mayra, resolvi compartilhar via esse post como eu faço.

E aí? Como vocês rodam essa dinâmica?

Mindset ágil para melhoria contínua dos times

Mindset significa “mentalidade” ou “configuração da mente”, em outras palavras, é a forma como enxergamos o mundo e interpretamos os acontecimentos ao nosso redor. Porém, não é algo estático, estamos em constante evolução e essa “configuração da mente” pode ser reajustada com o tempo. Neste post você descobrirá a importância de adotar um mindset ágil para conquistar a melhoria contínua na agilidade.

Mais do que saber o que é e como aplicar as metodologias, é importante saber se adaptar e aprender com os desafios, sempre buscando a melhoria contínua. Porém, assim como a cultura organizacional não se nasce da noite para o dia, tal mentalidade precisa ser construída. Algumas características são essenciais para a criação de uma mentalidade ágil: cultura do compartilhamento de conhecimento, entregas contínuas de valor  e empoderamento de pessoas.

Cultura do compartilhamento de conhecimento

O compartilhamento de conhecimento auxilia para que todos os responsáveis do projeto saibam como está o desenvolvimento do mesmo, auxiliando na tomada de decisão e na percepção de erros. Desta forma, entrega-se um produto com maior valor para o cliente final, que foi inspecionado por vários pontos de vista em todas as partes do seu processo. Tal cultura é presente nos métodos ágeis que se baseiam no manifesto ágil, movimento que ocorreu em 2001 e tem como base o conceito de responder às mudanças mais que seguir um plano, ou seja, o importante é entregar um produto de valor para o cliente e para a organização, independente do que está em contrato.

Entregas contínuas de valor

Não é necessário chegar ao fim do projeto para perceber que um erro no começo poderia ter sido evitado. A existência de ciclos curtos de desenvolvimento é uma das grandes vantagens dos métodos ágeis pois é possível “errar cedo” e refletir sobre as falhas no processo bem como a solução. Aprender com os erros é crucial para um mindset ágil.

Empoderamento de pessoas

O conceito de liderança é outro, hoje, todos os membros de um time são responsáveis por mobilizar, influenciar uns aos outros e buscar formas para que o ambiente seja o mais harmonioso possível e propício a mudanças. Autonomia é a chave do alto desempenho, confiar responsabilidades às pessoas, por mais simples que elas sejam, proporciona um ambiente de confiança e que incentiva as mesmas a procurarem a evolução de suas atividades de forma natural, sem “forçar a barra”.

De forma geral, executar (cegamente) as atividades e rituais que os métodos ágeis pregam não vai melhorar a performance do time, só vai engessar e complicar o processo. Para alcançar a melhoria contínua dentro da agilidade é necessário mudar o mindset não só do time mas da organização como um todo.

Texto: Isna Faria e Maria Fernanda Marcotti