Aumente as chances de sucesso do seu negócio com o método de MVP Sprint

Muitos de nós já tivemos ideias fantásticas e que iriam revolucionar o mundo. Quando temos estas ideias, ficamos muito empolgados. Imaginamos as pessoas utilizando e queremos botar em prática o quanto antes.

Porém, quando sentamos na nossa cadeira para pensar em como iremos começar, milhões de perguntas surgem. Ficamos inseguros, a apreensão bate e nos questionamos: será que minha ideia vai dar certo?

Ou pior, alguns até conseguem tirar do papel e depois de gastar muito tempo e dinheiro, veem seu projeto não dar certo e se frustram com o esforço que foi em vão.

Alguns dos nossos clientes tiveram estes problemas e não era legal vê-los nesta situação. Como solução, começamos a utilizar a metodologia Direto ao Ponto de Paulo Caroli, que ajudou-nos a estruturar melhor os projetos deles, o que trouxe produtos mais enxutos e que entregam mais valor. Depois de perceber o resultado positivo, criamos o processo de MVP Sprint.

Nunca ouviu falar sobre MVP, aconselho ler estes artigos do nosso blog que explicam o que é:

Você conhece o Lean Startup? Veja como essa metodologia pode ajudar sua empresa

Como lançar um aplicativo de sucesso no mercado

O que é a MVP Sprint

O processo de MVP Sprint é um trabalho colaborativo que dura em torno de duas semanas e envolvem as partes interessadas do negócio (clientes) e a nossa equipe.

Durante estes dias, exploramos e entendemos o problema, debatemos o negócio, propomos soluções, definimos a estratégia e o que será feito e, por fim, construímos o MVP (Produto Mínimo Viável) alinhado aos objetivos do negócio propostos.

Quer saber mais sobre a MVP Sprint? Clique na imagem acima e baixe a apresentação que fizemos na Feira do Empreendedor MS, que detalha todas as etapas realizadas durante o processo.

Dividimos o processo em duas fases: descoberta e wireframe.

Descoberta

Nesta fase reunimos todos os envolvidos com o projeto em uma sala fechada. É interessante que tenha pessoas de áreas diferentes. Isso porque o debate torna-se mais amplo e a gama de conhecimento maior.

Em cinco dias realizamos várias dinâmicas para esmiuçar tudo sobre a ideia. Ao final da sprint de descoberta, definimos a visão do produto, o perfil dos usuários do negócio e as funcionalidades que entrarão no MVP e também alinhamos a estratégia de lançamento do produto, na qual, estipulamos os resultados esperados e as métricas de sucesso.

Wireframe

Nesta fase construímos o protótipo do produto conforme o MVP  já definido na descoberta. Os objetivos desta etapa são: materializar o que estava na mente de todos e ter algo palpável para validar a ideia.

Chamamos esta fase de wireframe, porque é um modelo de protótipo utilizado em design de interface que busca estruturar a navegação e a disposição do conteúdo, esquivando-se de qualquer apego visual.

Exemplo de wireframe

Para fazer o wireframe do protótipo, utilizamos o Sketch App para desenhar as telas e o Invision para fazer a navegação do sistema.

Validação

É fundamental realizar a validação do protótipo construído na MVP Sprint. Com isso você terá respostas que irão ajudar na evolução do negócio, mudar de direção ou abandonar a ideia.

Descobrir que sua ideia fracassou é triste, mas não é ruim. Pense que será gasto menos tempo e dinheiro do que se fosse feito um projeto gigantesco e sem uma estratégia traçada.

Conclusão

A MVP Sprint auxilia na organização das ideias. Também ajuda a estimar com mais precisão os custos e o cronograma do projeto.

Outro ponto positivo é a idealização de produtos mais enxutos. E que também entreguem valor e direcionem para onde se quer chegar.

Além do viés estratégico, os envolvidos com a ideia compreendem melhor os objetivos do negócio. E acabam se engajando ainda mais para fazer acontecer o projeto.

Texto e Imagem: Vinicius Rocha

5 dicas essenciais para quem quer investir em um aplicativo

Normalmente, o investimento necessário para desenvolver um aplicativo é alto. Portanto, essa é uma decisão que precisa ser muito bem pensada e analisada antes de ser feita. Pensando nisso, e para te ajudar a entender um pouco mais essa área, aqui estão 5 dicas  que você precisa saber antes de investir em um aplicativo.

1 – Comece pelo Design: Defina com detalhes todas as regras do seu negócio

Toda empresa necessita de regras de negócio bem definidas para sobreviver e conseguir realizar um trabalho eficiente, certo? Quando se trata de um aplicativo não é diferente. Um app é também uma nova empresa, um novo sistema. Para ele funcionar perfeitamente precisa que todas as restrições/premissas necessárias para fazer o produto oferecido acontecer estejam bem estabelecidas.

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Saber exatamente como seu aplicativo deverá funcionar te ajudará a definir quais serão as funcionalidades necessárias do seu software e como será o fluxo. Isso bem detalhado irá prevenir que funções imprevistas surjam durante o desenvolvimento do seu projeto. E também te auxilia a obter um orçamento mais preciso do seu projeto, com uma margem de erro bem menor.

Assim como ter as regras de negócio do seu projeto bem definidas no começo é essencial para desenvolver um software com mais eficiência, o mesmo se aplica para o desenho das telas. Colocar as suas ideia no papel, ou no invision, ajudará tanto você quanto a sua equipe de desenvolvimento a entender com mais precisão todos os detalhes e funcionalidades do aplicativo.

E com o protótipo do seu aplicativo em mãos, você pode também validar a sua ideia e o fluxo com os seus usuários. E assim, verificar se a jornada que o seu cliente fará dentro do app está fazendo sentido para ele. Isso te ajuda a saber com mais precisão se o seu produto está fazendo sentido e será usado pelo seu consumidor. E se não, ainda existe a possibilidade de mudar antes de partir para o investimento maior: o desenvolvimento do código!

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2 – Segmente o seu mercado: Defina uma persona para o seu público-alvo

Chegar no mercado achando que o seu produto irá solucionar o problema de todas as pessoas e será usado por todos é um erro que muitos cometem. Antes de iniciar qualquer negócio, você primeiro precisa entender quem é seu público-alvo e qual é a dor que eles têm. Fazendo assim com que o serviço que você está oferecendo se adapte às necessidades e realidade do seu mercado foco.

Afinal, sair dando tiros no escuro na direção de diversos públicos diferentes e esperar acertar o correto é uma chance em um milhão. Não tem como agradar a todos!

Por isso, é importante você focar em um segmento do mercado primeiro e validar a sua ideia, para depois expandir. Então, defina muito bem quem é a sua persona e qual é a jornada do seu usuário. Entenda a realidade do seu público-alvo e foque na melhor solução que você pode apresentar para o problema dele.

3 – Crie o Produto Mínimo Viável (MVP): Faça o lançamento por etapas.

Desenvolvimento de aplicativo custa tempo e dinheiro, duas das coisas mais importantes na vida de um empresário. Você pode estar pensando “Ah, mas o mercado de trabalho é bem competitivo e às vezes para concorrer com serviços que já estão há anos funcionando é necessário chegar com tudo”. Mas deixa eu te dizer uma coisa, nem sempre é assim!

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Muitas vezes vale mais a pena lançar o seu produto em etapas e ir validando aos poucos com o seu público-alvo. Vamos lá, pense comigo: Você investe 200 mil reais em um aplicativo para lançá-lo o mais completo possível no mercado, sem saber como o seu público irá reagir a ele. E então, após o lançamento, você percebeu que metade das funcionalidades que você desenvolveu não é o que o seu cliente precisa ou usa. Mas que na verdade você estava na linha de pensamento errada o tempo todo. Bem lá se foram 100 mil reais!

Lançar em etapas evita que isso aconteça, pois você irá conseguir ir validando o seu produto, recebendo feedbacks e adaptando-o de acordo com a realidade do mercado. Investindo assim nas atualizações do seu app com maior possibilidade de sucesso.

4 – Invista primeiro em apenas uma plataforma. VALIDE SUA IDEIA!

Eu sei que lançar um aplicativo apenas em Android ou iOS ou Web parece uma perda muito grande de mercado. Mas não vamos encarar isso assim! 

Quando se trata de desenvolvimento de aplicativos, muitas coisas são imprevisíveis. Mesmo com todo o detalhamento e entendimento feitos na etapa de prototipagem e design do seu aplicativo não conseguem evitar que alguns erros ou imprevistos aconteçam na fase de desenvolvimento.

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Investindo em apenas uma plataforma primeiro, você além de poupar dinheiro, também consegue evitar que os mesmos erros também se repitam em todas as outras. Afinal, as linguagens das plataformas de desenvolvimento são diferentes umas das outras. iOS, Android e Web serão três aplicativos desenvolvidos em três “códigos” completamente distintos.

Então, se você fizer em uma plataforma primeiro e algum erro acontecer no projeto, você e a sua equipe já terão experiência o suficiente para evitar que esse mesmo erro aconteça na próxima que você for desenvolver. Evitando assim errar três vezes e gastar três vezes mais para corrigir o erro. E também, lançar o aplicativo em uma plataforma primeiro te ajudará a validar a sua ideia e a lançar as próximas do seu app atualizadas de acordo com o feedback do seu público-alvo.

5 – Não use todo o seu investimento de uma vez apenas com o aplicativo

O ideal é que o preço do seu aplicativo não ultrapasse 30% (no máximo 50%) do total que você tem para investir. Mas por quê? Bem, o desenvolvimento do seu produto não será o único valor que você terá que pagar na hora de lançar um novo negócio. Tem também investimentos em marketing, custos jurídicos (Termos e Políticas de Privacidade), contas nas lojas (Google Play e App Store), hospedagem, provavelmente funcionários para o suporte do seu aplicativo e outros valores que podem surgir.

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Então é sempre bom deixar bem detalhado quanto você irá gastar com cada serviço nas etapas de lançamento de um novo negócio. Lembre-se: O código não é a única parte importante quando se trata de lançar um novo negócio!

Bem, essas são algumas dicas, que parecem meio óbvias, mas grande parte das pessoas acaba não seguindo. Agora você já sabe, então mãos a massa e vamos lançar esse aplicativo no mercado.

Tem alguma dica que você acha que faltou? Ficou alguma dúvida? Comente ai e vamos bater um papo!

Texto por Larissa Ferreira
Imagem Vinicius Rocha

Design além do visual: uma ferramenta para impulsionar seu negócio

Por ser uma área relativamente nova, em especial no campo da TI, o papel do design tende a ser mal interpretado por muitos. Ele acaba sendo associado principalmente às questões visuais. Embora muito importante, o visual é apenas parte das muitas áreas contidas nessa competência.

Gosto de pensar no design, como um todo e não só a parte visual, um diferencial do nosso trabalho e, em todas as fases se mostra muito presente: do entendimento à modelagem, passando pelas definições de negócio e validação até, finalmente, trabalharmos questões estéticas e de usabilidade.

Em vista disso, resolvi escrever este artigo para falar rapidamente sobre as competências do design que utilizamos e suas atribuições. Então tente pensar em design como uma ferramenta para resolução de problemas, ao invés de meramente arte.

“Qual é o problema que queremos resolver?”

Descoberta

Normalmente, quando recebemos novos projetos, o cliente nos apresenta uma solução para algum problemas existente no mercado que ele gostaria de transformar em aplicativo.  Um bom designer resiste à tentação de sair desenhando belas telas e já no início faz a pergunta mais importante de todo projeto: “Qual é o problema que queremos resolver?”.

Muitas vezes essa é a única pergunta que precisa ser feita para sabermos se aquele empreendimento é promissor ou não.  Se o cliente não consegue responder é sinal que a solução está comprometida, ou seja, tem grandes chances do negócio morrer no momento em que for lançado. Afinal, se ninguém compartilha de uma dor não há problema, e se não há problema, para que precisaríamos de uma solução?

Para responder a esta pergunta fundamental existem diversas metodologias, tais como UX (User Experience) research, Lean Startup Canvas e, a que utilizamos aqui na Jera, Lean Inception do Paulo Caroli, autor do livro Direto ao Ponto. Todas compartilham fundamentos comuns ao Design Thinking, que consistem em definir o problema, gerar empatia nos profissionais envolvidos no desenvolvimento do projeto, imaginar soluções para o problema, prototipar e validar a solução.

Do resultado final deste trabalho saem duas possíveis conclusões igualmente benéficas:

  1. Não existe problema e a ideia não deve seguir em frente;
  2. Existe problema real que as pessoas gostariam de ter resolvido, acompanhado de algumas possíveis soluções.

Em ambas situações todos saem ganhando. Pode-se evitar o investimento de tempo e dinheiro em um software que não gera valor e não tem clientela. Ou pode-se vislumbrar se a solução gerada trará retorno satisfatório e quais são os requisitos mínimos para possibilitar a operação da empreitada.

Assinatura

Se a ideia seguir em frente, passamos então para a etapa de branding. Nesta fase, nascem não apenas os logotipos, mas também a personalidade e a voz de uma empresa. O objetivo é entregar uma apresentação visual mais coerente do negócio que está surgindo.

Não que seja impossível desenhar uma bela logo sem um complexo estudo de mercado, muito pelo contrário. Mas designers experientes farão uma série de perguntas e estudos para construir um ícone que tenha tudo a ver com a imagem que a empresa deseja passar aos consumidores.

Na Jera, a maioria dos nossos projetos são de novos negócios. Por isso, formatamos um processo reduzido de branding para ajudar a ganhar tempo sem deixar a harmonia de lado.

No resultado final desse trabalho, entregamos o estudo da personalidade, aparência e voz da marca. Também é definido como ela se relaciona com o mercado, sem esquecer, obviamente, do logotipo.

Arquitetura

Considerando que as duas etapas anteriores estão bem resolvidas, é o momento de definir como funcionará cada tela do aplicativo. Nesta fase, nós iremos decidir como será o fluxo das telas do app e encaixar nele as funcionalidades estabelecidas anteriormente. Isso nos permite completar os objetivos definidos também na descoberta.

Nesse momento, nos preocupamos com os requisitos técnicos, hierarquia de informação, funcionalidades e a quantidade de passos do início ao fim da jornada do usuário. Buscando sempre a simplificação e o menor número de interações possível.

No fim, é entregue um wireframe de baixa fidelidade visual e um fluxograma, que mapeia todas as telas e requisitos do app. O material produzido já pode ser utilizado para testar as interações com o usuário final. Mas deve ser usado principalmente para colher feedbacks valiosíssimos que serão utilizados para melhorar o protótipo antes de passar à próxima fase. Além, é claro, de ser uma importante documentação ao longo do desenvolvimento da interface funcional.

Design de interface

Finalmente, esse é momento que todos esperavam no início! Agora a parte visual poderá ser trabalhada com a segurança de que o problema está resolvido, a identidade foi definida e os requisitos de sistema estão mapeados. Isso, é claro, pensando hipoteticamente, já que o produto ainda não foi testado em ambiente real de mercado para sabermos se a solução é a esperada pelos clientes.

Esse é um trabalho para o designer visual que, ao contrário das outras etapas, trabalha praticamente sozinho. Cabe a ele aplicar todos os conceitos de psicologia da forma, harmonização de cores e linguagem tipográfica para a consolidação de um sistema de design consistente. Esses são conceitos muito mais complexos e que não devem ser chamados de “arte”, uma vez que não são arbitrários, subjetivos ou ainda “feitos para chocar”. Embora existam inúmeros exemplos de interface que são de causar arrepios.

Enfim, teremos aqui um protótipo fiel do que será desenvolvido por nossos programadores.

Conclusão

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São muitas as áreas dentro do design e não convém comentar todas para não nos estendermos no assunto. Entretanto, acredito que as mencionadas aqui compõem o mínimo que uma startup deve se preocupar ao lançar um novo produto, para ser o diferencial na vida de seus consumidores.

Acredito ainda no design como uma ferramenta essencial para potencializar o sucesso de um novo negócio, muito mais do que um mero apelo visual e sempre com aquela primeira pergunta em mente: Qual é o problema que queremos resolver?

Mas e você? Tem algum problema real que precisa ser resolvido? Conte-nos sua ideia e nós ajudaremos a descobrir uma solução. Clique aqui e faça um orçamento conosco! 

 

Texto: Ney Ricardo
Imagem: Dan Saffer’s diagram

Como lançar um aplicativo de sucesso no mercado

A era digital chegou e com ela a busca em facilitar os serviços que nós utilizamos no nosso dia a dia. Hoje os aplicativos tomam a frente quando se trata de otimizar e inovar nas ações diárias das pessoas. Por exemplo, não precisar mais ir ao banco e ter a facilidade de realizar as atividades que levariam horas em minutos na tela do seu Smartphone. Ou até mesmo, você se lembra qual foi a última vez que você ligou para pedir um táxi? 

Um estudo feito pela Kantar Worldpanel Comtech mostrou que 56% da população brasileira usava Smartphone no primeiro semestre de 2016, em comparação com 6% no ano de 2012,  e esse número só cresce. Os preços dos aparelhos estão cada vez mais acessíveis e com o crescimento pela busca de um celular mais moderno, vem também a busca por funções e facilidades melhores. Dê uma olhada nesses dados sobre de que forma e para que uma pessoa utiliza seu celular atualmente:

utilidades

Os tempos mudaram e agora se uma empresa não inova, não investe na tecnologia, ela fica para trás.  Afinal, isso é essencial para conquistar novos clientes, melhorar seus processos, lançar novos produtos, agilizar o atendimento, entre outros. Então, se você já pensou em investir na área de apps, aqui estão alguns pontos que precisa saber.

Como tirar a minha ideia do papel?

Assim como em todo segmento do mercado, a concorrência na área dos aplicativos é grande. Muitos projetos acabam não indo para a frente porque não correspondem à realidade do que as pessoas realmente necessitam.

A primeira coisa a se fazer antes de começar a produzir o seu app, é saber se a sua ideia resolve algum problema e descobrir se as pessoas necessitam da mesma. A melhor forma de fazer isso é através de uma pesquisa com o público. E também verificar se o que você quer produzir seria algo que eles usariam.

Antes de lançar algo, é essencial que o empreendedor primeiro valide-o através de um Mínimo Produto Viável (MVP). Isso quer dizer, desenvolver um produto apenas com as funcionalidades essenciais para lançar de imediato no mercado. Gastando assim menos tempo, investimento e esforço. É preciso também verificar se ele será utilizado pelas pessoas ou se realmente é uma necessidade. Se não for, é necessário adaptá-lo para a realidade dos consumidores.

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Mas por que começar pelo MVP?

É extremamente importante para os negócios que ainda não estão estabelecidos no mercado começar com um MVP! Imagine assim, você tem uma ideia e acredita que fará muito sucesso (e deve acreditar mesmo), e devido a isso, investiu muito para fazer o produto perfeito, com todas as funcionalidades que você quer fazer. Mas na hora de lançá-lo, não era uma necessidade do seu público. Ou então, as pessoas acharam ele muito complexo ou confuso e por isso acabou não sendo vendido ou utilizado.

Todos devem confiar na capacidade dos seus projetos, mas não basta só o empreendedor ver esta necessidade, é preciso que o mercado enxergue isso também.

Vamos imaginar um segundo cenário, onde o empreendedor antes de começar com a produção, fez uma pesquisa e verificou se há necessidade. Após isso, ele criou um MVP com o menor investimento possível baseado nas informações que recolheu. Porém, mesmo assim, acabou lançando algo que não era exatamente o que aquele público precisava ou que é muito complexo e confuso.  Devido a isso, as pessoas não souberam exatamente como usar e assim o projeto não obteve o sucesso pretendido no primeiro momento.

Triste, mas acontece não é? Por isso o MVP é importante, enquanto no primeiro cenário gastou-se mais tempo e dinheiro, no segundo cenário, o empreendedor errou antes e gastou pouco. Com isso, ele pôde utilizar o restante do investimento para refazer o que foi produzido ou aprimorar de acordo com o feedback dos clientes.

Independente do tipo de público que você esteja planejando ter como alvo, sempre antes de investir tudo em algo novo é preciso validá-lo primeiro.  No desenvolvimento de aplicativos isso não é diferente.

Tenho a minha ideia para um app, já posso começar a desenvolver?

Como em qualquer negócio, a primeira coisa que você deve ter para desenvolver o produto é o investimento. No mercado de software esse valor pode variar de 30 a 90 mil reais por plataforma (Web, iOS, Android, etc). Esta variação também acontece de acordo com as funcionalidades que você deseja ter no seu aplicativo.

Quando se trata de desenvolvimento de software, assim como de um edifício, mais importante do que “o que desenvolver” é “como desenvolver”. Por isso, antes de partir para o desenvolvimento de qualquer funcionalidade, é necessário que você comece pelo design dele. Este design irá definir como funcionará o aplicativo, e traçará o fluxo de cada uma das telas do mesmo. Apenas com o design é possível para a maioria das empresas de desenvolvimento de software, inclusive a Jera, passar um orçamento mais preciso.

Na Jera, o período médio para realizar o design é de duas semanas.

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Pense no design como a planta de um edifício, antes de passar para a construção, é preciso você ter este planejamento de como ele irá ficar, para saber qual será a melhor forma ou técnica que o construtor deverá utilizar para fazê-lo. O mesmo é com o desenvolvimento de software! Portanto, o design é a primeira etapa para tirar a sua ideia do papel.

E se você está procurando por investidores, o design das telas será um grande aliado seu. Pois com esses desenhos você pode apresentar algo mais palpável para o seu futuro investidor, algo mais real e visual. E com isso aumentar as suas chances de obter um maior investimento para realizar o desenvolvimento.

Quero começar o desenvolvimento, mas não tenho muito dinheiro. Existe alguma opção mais em conta?

Existem duas formas de desenvolver um aplicativo: híbrido ou nativo. O híbrido é o mais recomendável para quem tem um orçamento limitado ou ainda está validando o produto. Ele é desenvolvido em uma plataforma só (a web) e depois encapsulado para Android ou iOS.  Para utilizá-lo, o usuário deve ter acesso à internet, porque quando ele entra no app, na verdade ele está entrando em uma página da web que foi adaptada para a tela do celular. Mas não precisa se preocupar se isso irá atrapalhar a experiência do usuário na hora de navegar pelo celular. Ele fica parecendo que foi desenvolvido nativamente, mal dá para notar a diferença.

O nativo é aquele que é desenvolvido nas linguagens nativas do Android e do iOS. Normalmente o orçamento para desenvolver este tipo é mais caro que o normal. Isto porque ele é feito em duas plataformas e leva o dobro do tempo, diferente do híbrido.

Mas tenho uma notícia boa, se você quiser lançar rápido a sua ideia, você pode, na maioria das vezes, alocar dois times para desenvolver paralelamente nas duas plataformas e assim otimizar o tempo. Mas saiba que desenvolver um app não é algo que pode ser feito da noite para o dia. Aqui na Jera, por exemplo, leva-se normalmente de 2 a 3 meses por plataforma.

nativoxhibrido

Se o seu aplicativo precisar utilizar funcionalidades nativas do celular, como câmera, GPS, etc, o mais indicado é desenvolver  nativamente. Pois assim, as ferramentas próprias do celular funcionarão melhor e tornarão a experiência do seu usuário mais satisfatória.

É só ter um app para o meu negócio que o sucesso está garantido?

Calma lá, não é bem assim! De fato, este tipo de serviço te ajuda a expandir sua empresa. Só que para isso acontecer, não basta apenas ter a mercadoria, deve também possuir um diferencial. É um erro pensar que só é preciso desenvolver um aplicativo e ele fará dinheiro sozinho. Não se esqueça que a tecnologia é feita para as pessoas. Investir em tecnologia, mas não proporcionar um atendimento qualificado para seus clientes e não aprimorar a forma como eles experimentam o seu produto, de nada adianta.

Junto com a tecnologia, também tem que vir a experiência que as pessoas terão com a sua empresa. E eu tenho certeza que você deseja que ela seja extraordinária!

*Icons created by Guilherme Simoes from the Noun Project

 

Como entregamos um produto valioso utilizando as metodologias do Design Thinking — Capítulo 3

Nesta série dividida em três capítulos, nós, designers da Jera, relataremos nossa experiência com o projeto New App. Pelo qual utilizamos técnicas do Design Thinking e trabalhamos em conjunto com os desenvolvedores durante todo o processo de design.

No capítulo anterior relatamos como trabalhamos na resolução da falta de engajamento do cliente da Jera com a nossa ferramenta de gerenciamento. E o erro que cometemos que deixou nosso cliente insatisfeito.

Neste capítulo contaremos como trabalhamos para corrigir os nossos erros e qual foi resultado da segunda fase de testes. Relataremos também, nosso esforço para chegarmos a solução da falta de foco das equipes da Jera na Sprint 0 e Sprint Final.

Capítulo 1

Capítulo 2

Começamos tudo de novo

Após a “bronca” que levamos dos nossos clientes, vimos que a tentativa de solucionar vários problemas de uma só vez e em tão pouco tempo foi “um tiro no pé”. Assimilamos os erros cometidos e concluímos que era preciso reduzir funcionalidades, que menos era mais.

Com o foco centralizado no usuário, fizemos um Mapa de Empatia, entendendo melhor quem é o nosso cliente, o meio em que vive, suas expectativas, medos e o que ele realmente precisa. Assim, ficou mais simples entender o que realmente seria importante para ele. Decidimos então que funcionalidades deveríamos focar:

  • Acompanhar o andamento das Sprints do projeto;
  • Visualizar tarefas pendentes;
  • Acesso a documentos e protótipos;
  • Relatar problemas;

Com isso em mente, começamos os rabiscos de novo, pensando em facilitar qualquer atividade que o usuário precisaria fazer. O que antes era um tela cheia de informações que eram ignoradas, tornou-se uma tela com 4 botões simples, que levaria o usuário a um caminho mais claro antes dele concluir a tarefa desejada.

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Tela principal do nosso segundo protótipo

 

Protótipo pronto, partimos para a segunda fase de testes.

Solução do problema de falta de foco

Antes de revelar como foram os testes. Contaremos como chegamos a solução da falta de foco das equipes da Jera na Sprint 0 e Sprint Final.

A Sprint 0 e Sprint Final é um período importante em que a equipe deve se concentrar. Porém poucos estavam realizando estas etapas efetivamente, por vários motivos, tais como: resolver problemas de outros projetos, distração com mídias sociais e auxílio a outros colegas quando estavam sem tempo (alguns tinham dificuldade em dizer “não”).

A solução encontrada foi identificar as equipes que estavam nestes períodos por meio de uma bandeirinha. Desta forma, quem estivesse com a bandeira teria um sinal que deveria focar no projeto em que está trabalhando e quem estivesse de fora não incomodaria o time com a identificação.

Além da sinalização da Sprint 0 e Final, sentimos a necessidade de incluir outra situação, quando a equipe está atropeladas de tarefas a serem realizadas no projeto e o tempo de entrega está quase no fim. Denominamos este caso de “Projeto Explodindo”.

O processo de produção das bandeiras foi o mais interessante, pois deixamos de criar soluções digitais para criar soluções físicas. Largamos o computador para fazer um trabalho artesanal que nos lembrou a época da escola. Recortamos papel, cortamos madeira, colamos papel e plástico, e nos divertimos muito com isso.

producao-das-bandeirinhas

Após terminar a produção, fizemos quatro bandeiras para sprint 0 e final com a cor amarela e três bandeiras para o caso de o projeto estar atrasado com a cor vermelha.

Hoje, as equipes estão utilizando as bandeiras e já tivemos bons feedbacks, muitos dizendo que as interrupções foram reduzidas e que a concentração para os projetos está sendo bem maior.

Segunda fase de testes

Ansiosos para saber como seria o resultado, colocamos o segundo protótipo para ser testado, desta vez, com pessoas que se encaixavam no perfil dos nossos clientes e com atividades mais focadas nas principais funções. Realizamos o mesmo procedimento do primeiro teste.

O resultado foi surpreendente, a diferença entre os dois testes foi “gritante”. Os usuários realizavam as tarefas rapidamente, um ou outro demoraram mais que um minuto. Um bom exemplo foi a função de visualizar as tarefas pendentes, em que a média caiu de 1min31s para apenas 17s.

Abaixo é possível visualizar a comparação da média de tempo na realização das tarefas entre o primeiro e o segundo teste:

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Média de tempo na realização das tarefas do primeiro e segundo protótipo

 

Mesmo com a melhora significativa, tivemos que corrigir alguns pequenos detalhes que trouxeram alguma dificuldade para os usuários.

Entrega da última sprint

Chegou a hora tão esperada. Ao mesmo tempo que estávamos confiantes pelos bons feedbacks, estávamos nervosos, porque sempre há alguma tensão quando nosso trabalho é avaliado.

Primeiro apresentamos as bandeirinhas, e tivemos uma boa resposta dos nossos clientes. Eles elogiaram a solução a que chegamos e a forma de como a executamos. Que dessa vez, deu pra ver que trabalhamos em equipe.

Depois apresentamos o aplicativo. Muita calma nessa hora. E…

O Jeff e o Ney gostaram também do resultado que apresentamos e ficaram surpreendidos com a diferença entre os dois testes. E deram sinal verde para que os desenvolvedores começassem o desenvolvimento do aplicativo. Este feedback nos deixou aliviados.

O que aprendemos

Ao utilizar metodologias do design thinking, ir a fundo no projeto, estudar e selecionar os reais problemas, propor soluções com uma base técnica bem definida, realizar testes e pesquisas com os usuários, ajudou-nos a fugir da subjetividade e tomar decisões com argumentos concretos, tendo a certeza de estar no caminho certo e entregar um produto valioso ao nosso cliente e ao usuário final dele.

A experiência de trabalhar em conjunto com os desenvolvedores trouxe-nos uma visão mais lógica na construção de um produto. Com a opinião técnica deles do que é possível ou não fazer, era fácil para nós, designers, desenharmos uma solução.

A redução de documentação também foi algo positivo, já que o desenvolvedor estava ao nosso lado e entendia o projeto todo, participando da criação, compreendendo tudo aquilo que foi feito e não simplesmente executando algo que caía em suas mãos.

O projeto New App foi um grande aprendizado para todos e levaremos este conhecimento para o restante das nossas carreiras.


É isso! Chegou ao fim nossa jornada.

Gostaríamos de receber seu feedback. O que achou do nosso processo? O que podemos melhorar? O que podemos acrescentar? O que podemos fazer de diferente?

Autores: Carol Cabral e Vinicius Rocha

como lançar um aplicativo de sucesso