Como funciona o processo de Design Sprint na Jera?

Transformar ideias abstratas em produtos de tecnologia é um desafio bem grande e pode se tornar infinito. Para facilitar esse pode parecer bem assustador, nós utilizamos a Design Sprint. Ela é um método para simplificar e organizar essa fase de ideação de uma plataforma, fazendo com que tudo está no campo das ideias tome uma forma sólida em um processo de três semanas.

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Aumente as chances de sucesso do seu negócio com o método de Design Sprint

Muitos de nós já tivemos ideias fantásticas e que iriam revolucionar o mundo. Quando temos estas ideias, ficamos muito empolgados. Imaginamos as pessoas utilizando e queremos botar em prática o quanto antes.

Porém, quando sentamos na nossa cadeira para pensar em como iremos começar, milhões de perguntas surgem. Ficamos inseguros, a apreensão bate e nos questionamos: será que minha ideia vai dar certo?

Ou pior, alguns até conseguem tirar do papel e depois de gastar muito tempo e dinheiro, veem seu projeto não dar certo e se frustram com o esforço que foi em vão.

Alguns dos nossos clientes tiveram estes problemas e não era legal vê-los nesta situação. Como solução, começamos a utilizar a metodologia Direto ao Ponto de Paulo Caroli, que ajudou-nos a estruturar melhor os projetos deles, o que trouxe produtos mais enxutos e que entregam mais valor. Depois de perceber o resultado positivo, criamos o processo de Design Sprint.

Nunca ouviu falar sobre Design Sprint, aconselho ler estes artigos do nosso blog que explicam o que é:

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Como lançar um aplicativo de sucesso no mercado

O que é a Design Sprint

O processo de Design Sprint é um trabalho colaborativo que dura em torno de duas semanas e envolvem as partes interessadas do negócio (clientes) e a nossa equipe.

Durante estes dias, exploramos e entendemos o problema, debatemos o negócio, propomos soluções, definimos a estratégia e o que será feito e, por fim, construímos o MVP (Produto Mínimo Viável) alinhado aos objetivos do negócio propostos.

Dividimos o processo em duas fases: descoberta e wireframe.

Descoberta

Nesta fase reunimos todos os envolvidos com o projeto em uma sala fechada. É interessante que tenha pessoas de áreas diferentes. Isso porque o debate torna-se mais amplo e a gama de conhecimento maior.

Em cinco dias realizamos várias dinâmicas para esmiuçar tudo sobre a ideia. Ao final da sprint de descoberta, definimos a visão do produto, o perfil dos usuários do negócio e as funcionalidades que entrarão no MVP e também alinhamos a estratégia de lançamento do produto, na qual, estipulamos os resultados esperados e as métricas de sucesso.

Wireframe

Nesta fase construímos o protótipo do produto conforme o MVP  já definido na descoberta. Os objetivos desta etapa são: materializar o que estava na mente de todos e ter algo palpável para validar a ideia.

Chamamos esta fase de wireframe, porque é um modelo de protótipo utilizado em design de interface que busca estruturar a navegação e a disposição do conteúdo, esquivando-se de qualquer apego visual.

Exemplo de wireframe

Para fazer o wireframe do protótipo, utilizamos o AdobeXD para desenhar e fazer a navegação do sistema.

Validação

É fundamental realizar a validação do protótipo construído na Design Sprint. Com isso você terá respostas que irão ajudar na evolução do negócio, mudar de direção ou abandonar a ideia.

Descobrir que sua ideia fracassou é triste, mas não é ruim. Pense que será gasto menos tempo e dinheiro do que se fosse feito um projeto gigantesco e sem uma estratégia traçada.

Conclusão

A Design Sprint auxilia na organização das ideias. Também ajuda a estimar com mais precisão os custos e o cronograma do projeto.

Outro ponto positivo é a idealização de produtos mais enxutos. E que também entreguem valor e direcionem para onde se quer chegar.

Além do viés estratégico, os envolvidos com a ideia compreendem melhor os objetivos do negócio. E acabam se engajando ainda mais para fazer acontecer o projeto.

Texto e Imagem: Vinicius Rocha