Como funciona o processo de Design Sprint na Jera?

Transformar ideias abstratas em produtos de tecnologia é um desafio bem grande e pode se tornar infinito. Para facilitar esse pode parecer bem assustador, nós utilizamos a Design Sprint. Ela é um método para simplificar e organizar essa fase de ideação de uma plataforma, fazendo com que tudo está no campo das ideias tome uma forma sólida em um processo de três semanas.

O que é Design Sprint?

É o processo que utilizamos na Jera para idealizar e organizar o produto dos clientes. A Design Sprint conta com três fases de cinco dias. No final do processo temos um protótipo navegável do fluxo principal do produto e a documentação de todas as funções desejadas para uma versão final.

E como são separadas essas três semanas?

Inception

Essa fase, também chamada de descoberta, é onde o time vai entender o produto. Usando uma série de dinâmicas iremos explorar as seguintes questões:

  •     Qual a ideia do cliente?
  •     Quais os objetivos do produto?
  •     O que ele se propõe a solucionar?
  •     Quem são os possíveis usuários?
  •     Quem são seus concorrentes?
  •     Que funções são necessárias para o produto existir?

E a partir desses questionamentos, começamos a organizar todo o planejamento para se desenvolver a plataforma. Dessa forma, temos uma lista de funcionalidades priorizada, os objetivos principais que precisam ser realizados e quem são nossos usuários no final. Assim, temos a base para iniciar o desenvolvimento do Wireframe.

Wireframe

O wireframe é o “rascunho” do produto. Nessa fase validamos com um protótipo simples se as ideias levantadas na fase de Inception se encaixam, se elas estão de acordo com a expectativa do cliente e se atendem as necessidades do nosso usuário final. Ainda mais, se o modo como foi planejado está realmente de acordo com os objetivos estabelecidos, mas cobrindo uma quantidade limitada de telas com foco nos fluxos principais para a validação do mais importante primeiro.

Esse é o momento perfeito para encontrar falhas. Por exemplo, funcionalidades que não se encaixam bem ou fluxos que estão incompletos por algo que não foi pensado anteriormente. E se a solução está realmente resolvendo os problemas e dificuldades propostas, pois descartar um wireframe é barato. Segundo a regra de custo de qualidade (1:10:100), é muito mais barato descartar um wireframe, do que em um produto já desenvolvido.

Apesar do esforço (e carinho do Designer) envolvido, wireframes são feitos de um modo simples justamente por serem descartáveis. E é saudável que os problemas sejam levantados e tornados claros nesse momento para não virarem um problema ainda maior no futuro.

Layout

Com o wireframe validado, um fluxo mais importante é selecionado para receber o grande destaque final: o acabamento visual que apresentará a proposta de identidade visual da plataforma, que é muito próximo ao que será desenvolvido.

Aqui a preocupação é um pouco diferente. Enquanto na fase anterior o objetivo era garantir que os elementos estavam interagindo corretamente entre si, aqui temos o objetivo de fazer com que a aparência esteja de acordo com a imagem que o produto quer passar. E que sua linguagem se comunique com aquilo que o usuário espera e precisa da plataforma.

Conclusão

Com a fase de layout finalizada, temos a entrega do material, onde o cliente vai ver quais são os próximos passos planejados, todas as funcionalidades que foram planejadas para finalizar a plataforma, um protótipo que pode ser navegado e testado por usuários, toda a documentação do processo que culminou nesse produto que será desenvolvido, e vai fazer a diferença na vida dos seus usuários.

Texto por Leonardo Echeverria.