Retropg: Uma retrospectiva Scrum utilizando RPG

Um app antigo em sua quarta versão, com um time extremamente focado (e cansado haha) a retro final do projeto precisava ser algo divertido e que criasse um ambiente seguro para que todos pudessem falar livremente e fechar esse ciclo.

Um grande desafio surgiu: qual estrutura usar na retro? nós, facilitadores, temos dinâmicas para os mais variados contextos mas, para essa em especifico, parecia tudo muito mais do mesmo. Tinha que ser algo diferente que realmente engajasse o time (que fez um trabalho excepcional ❤).

Comecei a pensar no perfil de cada um, o que ouviam, o que liam, o que faziam no tempo livre e essa atividade foi uma grande descoberta pra mim. Lembrei que os meninos sempre almoçavam rápido para jogar RPG e.. wtfff o que é RPG? hahaha

Role-playing game, também conhecido como RPG, é um tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente.

Depois de ler essa breve descrição fiquei extremamente entusiasmada: achei a estrutura perfeita para fazer a retro final do projeto. Sabia que o desafio seria grande então convidei o tester do projeto para me ajudar a estruturar. Se você nunca contou com um membro do time para te ajudar a planejar a retro, experimente o/ é uma experiência muito enriquecedora!

O app é uma agtech que facilita o dia-a-dia do produtor rural através de ferramentas para o manejo, gestão e proteção da lavoura. Partindo deste contexto a história começou a ganhar forma..

Era uma vez em uma terra muito, muito distante em uma vila de camponeses que plantavam soja e não tinham um agrônomo pra ajudar. Surgiu um grande mago que concedeu um artefato mágico (o app) para ajudar os camponeses

Os camponeses eram muito felizes usando o artefato mágico e isso gerou muita inveja da vizinhança que enviou um demogorgon para atacar a vila

Então, 7 bravos guerreiros deveriam lutar para salvar as terras e proteger o artefato mágico:

Cada membro do time era um personagem de RPG e tinha um poder (dano ou cura):

Conforme a história se desenrolava e o dado girava, o time deveria fazer uma das 8 ações:

Para o texto não ficar muito extenso, vocês podem conferir os slides aqui 😉

O resultado? a retro mais divertida que já facilitei hahah todos, sem exceção, falaram de forma transparente e conseguimos várias feedbacks para o crescimento do time e de cada um.

O recado que quero deixar é: passamos a maior parte do tempo no trabalho e, muitas vezes, não nos conhecemos o suficiente para extrair o melhor de cada um. Antes de organizar uma retro, reflitam profundamente sobre o time e como o melhor ambiente pode ser criado, ousem e não tenham medo de arriscar algo novo.

Texto por: Maria Fernanda Marcotti