Aumente as chances de sucesso do seu negócio com o método de MVP Sprint

Muitos de nós já tivemos ideias fantásticas e que iriam revolucionar o mundo. Quando temos estas ideias, ficamos muito empolgados. Imaginamos as pessoas utilizando e queremos botar em prática o quanto antes.

Porém, quando sentamos na nossa cadeira para pensar em como iremos começar, milhões de perguntas surgem. Ficamos inseguros, a apreensão bate e nos questionamos: será que minha ideia vai dar certo?

Ou pior, alguns até conseguem tirar do papel e depois de gastar muito tempo e dinheiro, veem seu projeto não dar certo e se frustram com o esforço que foi em vão.

Alguns dos nossos clientes tiveram estes problemas e não era legal vê-los nesta situação. Como solução, começamos a utilizar a metodologia Direto ao Ponto de Paulo Caroli, que ajudou-nos a estruturar melhor os projetos deles, o que trouxe produtos mais enxutos e que entregam mais valor. Depois de perceber o resultado positivo, criamos o processo de MVP Sprint.

Nunca ouviu falar sobre MVP, aconselho ler estes artigos do nosso blog que explicam o que é:

Você conhece o Lean Startup? Veja como essa metodologia pode ajudar sua empresa

Como lançar um aplicativo de sucesso no mercado

O que é a MVP Sprint

O processo de MVP Sprint é um trabalho colaborativo que dura em torno de duas semanas e envolvem as partes interessadas do negócio (clientes) e a nossa equipe.

Durante estes dias, exploramos e entendemos o problema, debatemos o negócio, propomos soluções, definimos a estratégia e o que será feito e, por fim, construímos o MVP (Produto Mínimo Viável) alinhado aos objetivos do negócio propostos.

Quer saber mais sobre a MVP Sprint? Clique na imagem acima e baixe a apresentação que fizemos na Feira do Empreendedor MS, que detalha todas as etapas realizadas durante o processo.

Dividimos o processo em duas fases: descoberta e wireframe.

Descoberta

Nesta fase reunimos todos os envolvidos com o projeto em uma sala fechada. É interessante que tenha pessoas de áreas diferentes. Isso porque o debate torna-se mais amplo e a gama de conhecimento maior.

Em cinco dias realizamos várias dinâmicas para esmiuçar tudo sobre a ideia. Ao final da sprint de descoberta, definimos a visão do produto, o perfil dos usuários do negócio e as funcionalidades que entrarão no MVP e também alinhamos a estratégia de lançamento do produto, na qual, estipulamos os resultados esperados e as métricas de sucesso.

Wireframe

Nesta fase construímos o protótipo do produto conforme o MVP  já definido na descoberta. Os objetivos desta etapa são: materializar o que estava na mente de todos e ter algo palpável para validar a ideia.

Chamamos esta fase de wireframe, porque é um modelo de protótipo utilizado em design de interface que busca estruturar a navegação e a disposição do conteúdo, esquivando-se de qualquer apego visual.

Exemplo de wireframe

Para fazer o wireframe do protótipo, utilizamos o Sketch App para desenhar as telas e o Invision para fazer a navegação do sistema.

Validação

É fundamental realizar a validação do protótipo construído na MVP Sprint. Com isso você terá respostas que irão ajudar na evolução do negócio, mudar de direção ou abandonar a ideia.

Descobrir que sua ideia fracassou é triste, mas não é ruim. Pense que será gasto menos tempo e dinheiro do que se fosse feito um projeto gigantesco e sem uma estratégia traçada.

Conclusão

A MVP Sprint auxilia na organização das ideias. Também ajuda a estimar com mais precisão os custos e o cronograma do projeto.

Outro ponto positivo é a idealização de produtos mais enxutos. E que também entreguem valor e direcionem para onde se quer chegar.

Além do viés estratégico, os envolvidos com a ideia compreendem melhor os objetivos do negócio. E acabam se engajando ainda mais para fazer acontecer o projeto.

Texto e Imagem: Vinicius Rocha

Se você for meu cliente, espero que falhe logo

Texto por Ney Ricardo

É isso mesmo! Espero que você falhe o mais rápido possível, mas não é nada pessoal. Empreender é como um investimento de alto risco: grandes chances de fracasso.

Ao longo desses quase 2 anos trabalhando como Product Owner na Jera, vi vários produtos revolucionários e com grande potencial de ganho morrerem no momento em que foram parar no mercado.

É duro admitir, mas eu contribuí diretamente para alguns desses fracassos, já que atuo aconselhando o clientae. Apesar de toda minha experiência com startups, não é possível oferecer garantias de que lá no final o produto vai dar certo.

Entretanto, existem algumas sacadas que podem ajudar a economizar o seu tempo e dinheiro.

Gimli filho de Glóin, filósofo anão
Gimli filho de Glóin, filósofo anão

Descoberta

Por incrível que pareça, muita gente ainda nos procura sem conhecer muito bem o próprio produto. E não falo sobre saber como você quer que funcione.

Empreendimento é que nem filho: tão bonito e perfeito… não admito que digam o contrário.

Entenda que você está criando algo novo para o seu cliente, e não para si mesmo. Logo, se o seu cliente não enxerga valor na solução, não comprará a ideia.

A coisa mais importante no início de uma nova empreitada é identificar o problema que você está resolvendo. Depois identificar quem são os clientes ideais. O que eles fazem, onde vivem… Clichê, mas é real.

E em seguida vem a mágica: entrevistar a pessoa de quem você quer tirar dinheiro com seu produto, pra ter certeza de que ela também tem o mesmo problema e pagaria pra tê-lo resolvido. Aproveite e tente vender, mesmo sem ter o produto ainda. Intenção de compra é uma coisa, venda é outra.

Definir ou refinar

Deu certo? Viu que tem mais gente com a mesma dor interessada em ter o problema sanado? Hora de criar hipóteses.

Tudo nesta fase é parcialmente conhecido, por isso trabalhamos com a crença de que a solução imaginada vai mesmo ajudar as pessoas.

Mapear cada passo da jornada da pessoa que vamos atender e imaginar como poderíamos ajudá-la da melhor maneira possível. É aqui que começam a nascer as possíveis soluções. Mas, veja, tudo se baseia em hipóteses, não é a solução final, nunca será o final.

Desenvolver

Hora de criar um protótipo que seja testável pelas mesmas pessoas que entrevistamos na fase anterior, com base no que aprendemos até agora.

Nesse ponto o design ajuda demais, já que toma menos tempo e gasta menos recursos do que partir direto para a implementação de uma solução.

Ainda estamos trabalhando com hipóteses, lembra? Então o ideal é pegar esses protótipos com todas as soluções que imaginamos para o problema e colocar nas mãos das pessoas que conversamos lá no começo.

Entregar

Aqui são feitos os testes e a validação do protótipo. Com um profissional bem treinado para observar a utilização do protótipo, será possível identificar os pontos de confusão e estresse ao longo das interações.

Anotados todos os pontos de melhoria, hora de documentar o aprendizado, analisá-lo, refinar o nosso protótipo e, dependendo do que for descoberto, podemos voltar à fase de descoberta ou, se tudo der certo, iniciar o desenvolvimento de fato.

Conclusão

Processo do Diamante Duplo
Processo do Diamante Duplo

Se você não concluiu que o projeto é um fracasso em nenhuma dessas fases, isso é um sinal de que o seu investimento terá muitas chances de realmente dar certo quando for para o mercado.

E se fracassou no meio dessa jornada, qual é o problema? Pense na economia de tempo e dinheiro. Pense também no aprendizado adquirido.

O segredo do sucesso é falhar logo. Depois pegar o que aprendeu e agir em cima disso.

Fail fast and cheap. Fail often. Fail in a way that doesn't kill you. — Seth Godin
Fail fast and cheap. Fail often. Fail in a way that doesn’t kill you. — Seth Godin

E depois, quando as pessoas já estiverem pagando pela sua solução? Isso já é assunto pra outra conversa: fazer o negócio crescer.

Como lançar um aplicativo de sucesso no mercado

A era digital chegou e com ela a busca em facilitar os serviços que nós utilizamos no nosso dia a dia. Hoje os aplicativos tomam a frente quando se trata de otimizar e inovar nas ações diárias das pessoas. Por exemplo, não precisar mais ir ao banco e ter a facilidade de realizar as atividades que levariam horas em minutos na tela do seu Smartphone. Ou até mesmo, você se lembra qual foi a última vez que você ligou para pedir um táxi? 

Um estudo feito pela Kantar Worldpanel Comtech mostrou que 56% da população brasileira usava Smartphone no primeiro semestre de 2016, em comparação com 6% no ano de 2012,  e esse número só cresce. Os preços dos aparelhos estão cada vez mais acessíveis e com o crescimento pela busca de um celular mais moderno, vem também a busca por funções e facilidades melhores. Dê uma olhada nesses dados sobre de que forma e para que uma pessoa utiliza seu celular atualmente:

utilidades

Os tempos mudaram e agora se uma empresa não inova, não investe na tecnologia, ela fica para trás.  Afinal, isso é essencial para conquistar novos clientes, melhorar seus processos, lançar novos produtos, agilizar o atendimento, entre outros. Então, se você já pensou em investir na área de apps, aqui estão alguns pontos que precisa saber.

Como tirar a minha ideia do papel?

Assim como em todo segmento do mercado, a concorrência na área dos aplicativos é grande. Muitos projetos acabam não indo para a frente porque não correspondem à realidade do que as pessoas realmente necessitam.

A primeira coisa a se fazer antes de começar a produzir o seu app, é saber se a sua ideia resolve algum problema e descobrir se as pessoas necessitam da mesma. A melhor forma de fazer isso é através de uma pesquisa com o público. E também verificar se o que você quer produzir seria algo que eles usariam.

Antes de lançar algo, é essencial que o empreendedor primeiro valide-o através de um Mínimo Produto Viável (MVP). Isso quer dizer, desenvolver um produto apenas com as funcionalidades essenciais para lançar de imediato no mercado. Gastando assim menos tempo, investimento e esforço. É preciso também verificar se ele será utilizado pelas pessoas ou se realmente é uma necessidade. Se não for, é necessário adaptá-lo para a realidade dos consumidores.

mvp1

Mas por que começar pelo MVP?

É extremamente importante para os negócios que ainda não estão estabelecidos no mercado começar com um MVP! Imagine assim, você tem uma ideia e acredita que fará muito sucesso (e deve acreditar mesmo), e devido a isso, investiu muito para fazer o produto perfeito, com todas as funcionalidades que você quer fazer. Mas na hora de lançá-lo, não era uma necessidade do seu público. Ou então, as pessoas acharam ele muito complexo ou confuso e por isso acabou não sendo vendido ou utilizado.

Todos devem confiar na capacidade dos seus projetos, mas não basta só o empreendedor ver esta necessidade, é preciso que o mercado enxergue isso também.

Vamos imaginar um segundo cenário, onde o empreendedor antes de começar com a produção, fez uma pesquisa e verificou se há necessidade. Após isso, ele criou um MVP com o menor investimento possível baseado nas informações que recolheu. Porém, mesmo assim, acabou lançando algo que não era exatamente o que aquele público precisava ou que é muito complexo e confuso.  Devido a isso, as pessoas não souberam exatamente como usar e assim o projeto não obteve o sucesso pretendido no primeiro momento.

Triste, mas acontece não é? Por isso o MVP é importante, enquanto no primeiro cenário gastou-se mais tempo e dinheiro, no segundo cenário, o empreendedor errou antes e gastou pouco. Com isso, ele pôde utilizar o restante do investimento para refazer o que foi produzido ou aprimorar de acordo com o feedback dos clientes.

Independente do tipo de público que você esteja planejando ter como alvo, sempre antes de investir tudo em algo novo é preciso validá-lo primeiro.  No desenvolvimento de aplicativos isso não é diferente.

Tenho a minha ideia para um app, já posso começar a desenvolver?

Como em qualquer negócio, a primeira coisa que você deve ter para desenvolver o produto é o investimento. No mercado de software esse valor pode variar de 30 a 90 mil reais por plataforma (Web, iOS, Android, etc). Esta variação também acontece de acordo com as funcionalidades que você deseja ter no seu aplicativo.

Quando se trata de desenvolvimento de software, assim como de um edifício, mais importante do que “o que desenvolver” é “como desenvolver”. Por isso, antes de partir para o desenvolvimento de qualquer funcionalidade, é necessário que você comece pelo design dele. Este design irá definir como funcionará o aplicativo, e traçará o fluxo de cada uma das telas do mesmo. Apenas com o design é possível para a maioria das empresas de desenvolvimento de software, inclusive a Jera, passar um orçamento mais preciso.

Na Jera, o período médio para realizar o design é de duas semanas.

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Pense no design como a planta de um edifício, antes de passar para a construção, é preciso você ter este planejamento de como ele irá ficar, para saber qual será a melhor forma ou técnica que o construtor deverá utilizar para fazê-lo. O mesmo é com o desenvolvimento de software! Portanto, o design é a primeira etapa para tirar a sua ideia do papel.

E se você está procurando por investidores, o design das telas será um grande aliado seu. Pois com esses desenhos você pode apresentar algo mais palpável para o seu futuro investidor, algo mais real e visual. E com isso aumentar as suas chances de obter um maior investimento para realizar o desenvolvimento.

Quero começar o desenvolvimento, mas não tenho muito dinheiro. Existe alguma opção mais em conta?

Existem duas formas de desenvolver um aplicativo: híbrido ou nativo. O híbrido é o mais recomendável para quem tem um orçamento limitado ou ainda está validando o produto. Ele é desenvolvido em uma plataforma só (a web) e depois encapsulado para Android ou iOS.  Para utilizá-lo, o usuário deve ter acesso à internet, porque quando ele entra no app, na verdade ele está entrando em uma página da web que foi adaptada para a tela do celular. Mas não precisa se preocupar se isso irá atrapalhar a experiência do usuário na hora de navegar pelo celular. Ele fica parecendo que foi desenvolvido nativamente, mal dá para notar a diferença.

O nativo é aquele que é desenvolvido nas linguagens nativas do Android e do iOS. Normalmente o orçamento para desenvolver este tipo é mais caro que o normal. Isto porque ele é feito em duas plataformas e leva o dobro do tempo, diferente do híbrido.

Mas tenho uma notícia boa, se você quiser lançar rápido a sua ideia, você pode, na maioria das vezes, alocar dois times para desenvolver paralelamente nas duas plataformas e assim otimizar o tempo. Mas saiba que desenvolver um app não é algo que pode ser feito da noite para o dia. Aqui na Jera, por exemplo, leva-se normalmente de 2 a 3 meses por plataforma.

nativoxhibrido

Se o seu aplicativo precisar utilizar funcionalidades nativas do celular, como câmera, GPS, etc, o mais indicado é desenvolver  nativamente. Pois assim, as ferramentas próprias do celular funcionarão melhor e tornarão a experiência do seu usuário mais satisfatória.

É só ter um app para o meu negócio que o sucesso está garantido?

Calma lá, não é bem assim! De fato, este tipo de serviço te ajuda a expandir sua empresa. Só que para isso acontecer, não basta apenas ter a mercadoria, deve também possuir um diferencial. É um erro pensar que só é preciso desenvolver um aplicativo e ele fará dinheiro sozinho. Não se esqueça que a tecnologia é feita para as pessoas. Investir em tecnologia, mas não proporcionar um atendimento qualificado para seus clientes e não aprimorar a forma como eles experimentam o seu produto, de nada adianta.

Junto com a tecnologia, também tem que vir a experiência que as pessoas terão com a sua empresa. E eu tenho certeza que você deseja que ela seja extraordinária!

*Icons created by Guilherme Simoes from the Noun Project