AgileBrazil 2010 – Eu Fui!

Dos dias 21 a 25 de junho estive em Porto Alegre para participar da Conferência Brasileira sobre Métodos Ágeis, o popular AgileBrazil 2010. Fui acompanhado dos meus sócios da JeraJefferson Moreira e Adriano Bacha e ficamos no Hostel Casa Azul próximo ao parque da farroupilha no coração de POA.

Galera no Hostel Casa Azul
Galera no Hostel Casa Azul

Curso: Coaching Agility

O Jefferson e Adriano fizeram o curso de XP na terça-feira. Eu fiz na quarta-feira o curso de Coaching Agility com o David “The Dude” Hussman da DevJam. A turma era de altíssimo nível e a maioria dos presentes trabalharam de alguma forma com coaching o que rendeu excelentes discussões durante as dinâmicas. Ele começou falando sobre a essência da atividade de coaching, desafios, apresentou técnicas para diagnóstico da situação atual da empresa e explicou como argumentar sobre a adoção de técnicas ágeis como refactoring ou pair programming. Pra mim foi bastante proveitoso e por um preço de banana (o curso custou R$ 250,00).

Primeiro Dia

Comecei participando do Keynote do Martin Fowler. Ele falou sobre o artigo “The New Methodology“, também sobre Integração Contínua e por final falou sobre Débito Técnico. Nenhuma novidade daquilo que ele já vem escrevendo no Bliki e nos artigos. Como era de se esperar, Fowler é extremamente didático e metódico, e diria até um tanto que estranho como ser humano. Quem estava lá e deu uma reparada sabe do que estou falando. De qualquer forma, como ele não curte que as pessoas tirem fotos com ele, incluimos ele em uma foto nossa! 😛

Saulo, Adriano e Jeffmor (fowler ao fundo)
Saulo, Adriano e Jeffmor (fowler ao fundo com sono)

Depois do keynote participei do workshop com Philippe Kruchten sobre Planejamento de Release. Ele criou um Jogo que simula a situação de uma equipe de astronautas fica preso na lua e precisa tomar algumas decisões sobre o que fazer: Consertar a nave ou se organizar para sobreviver até o resgate chegar. No jogo, ele explora de maneira bem inteligente as métricas relacionadas à velocidade, além da questão de débito técnico. Semana passada fiz uma adaptação da dinâmica e apliquei em uma consultoria que estou dando e também na Agence. Vou escrever nos próximos dias sobre isso mostrando os resultados! Enfim, esse workshop foi pra mim o ponto mais alto do evento.

Após isso, assisti a palestra do José Papo com o tema “It’s the Economy! Agilidade, indicadores financeiros e criação de valor“. Apesar do tema ser muito interessante, o tempo de 40 minutos não foi suficiente para apresentar de forma abrangente o tema, ficando limitado no básico. Sinceramente, lendo o artigo aprendi muito mais que a palestra… Faz parte. Depois acabei ficando nos bastidores trocando idéia com o pessoal da BlueSoft, David Hussman e Phillippe Kruchten que estavam por lá!

Mais tarde, durante a palestra dos patrocinadores participei do open space com o Klaus Wuestefeld que mostrou a solução de computação soberana na qual ele está trabalhando, o Sneer. Eu particularmente havia ouvindo somente alguns “palpites” sobre computação soberana mas depois de conversar com o Klaus e ver o Sneer funcionando tive uma noção muito mais clara sobre como isso funciona. Na minha opinião a idéia é muito boa, mas infelizmente os grandes “players” não devem gostar muito da proposta de independência do usuário na rede.

Já bastante cansado no fim da tarde assisti parte da palestra do Greg Warren e Carlos Lopes, ambos da ThoughtWorks que estavam falando sobre XP no mundo real. Bastante interessante, mas infelizmente não consegui ficar até o fim…

Segundo Dia

O dia começou com o Keynote do Philippe Kruchten falando sobre Agilidade em contexto. Bastante interessante o tema pois trata do velho dilema de “ser ou não ser ágil”. Tem gente que quer uma métrica (algo do tipo CMMi nível 2, 3 ou 5) para agilidade. Tipo, a empresa A é MAIS ÁGIL que a empresa B. Bullshit! Depois tivemos o decepcionante jogo do Brasil X Portugal. A transmissão estava em excelente qualidade nos telões do evento.

Após o almoço marcamos de apresentar um Open Space sobre o programa de imersão ágil que implementamos na Agence nos últimos 6 meses, que foi a palestra que submetemos e não fomos aprovados para o evento. Infelizmente não tivemos público :(, mas de qualquer forma ainda pretendo escrever um pouco mais detalhadamente sobre o assunto.

Conteúdo do nosso Open Space

Depois disso participei do Open Space com o Philippe Kruchten sobre Débito Técnico. O bate-papo foi muito produtivo gerando vários exemplos e casos reais bastante interessantes. Esse Open Space durou bastante sempre renovando o pessoal que participava o que enriqueceu ainda mais a discussão!

Open Space com Philippe Kruchten

Por fim tivemos o Keynote do Klaus Wuestefeld com o tema Beyond XP, um título bastante polêmico visto que o que pode estar além do Extremo!? Brincadeiras de lado, foi uma excelente palestra que está resumida de forma bastante objetiva no blog do Klaus. Na verdade ele fechou o evento com chave de ouro explicando que Agilidade não é seguir XP ou SCRUM ou qualquer outro método com um nome bacana. Agilidade é uma nova maneira de pensar, de agir e de fazer software de qualidade.

Na minha opinião, este foi o melhor evento que tive oportunidade de participar! É um evento que converge todas as tecnologias, linguagens, tipos de empresa e pessoas de uma forma muito democrática, sem nenhum tipo de fanatismo ou verdade absoluta. Para aqueles que perderam, tem bastante material na web sobre o assunto, inclusive um diretório de reviews compilado pelo pessoal da SEA.

Porto Alegre!

Sinceramente gostei muito de Porto Alegre! No Hostel que ficamos tinha várias pessoas de outros países com quem pude trocar várias experiências e “desenferrujar” meu inglês! Além disso demos um rolê pela cidade conhecendo Pubs, Churrascarias (CTG!) e Bares! Gostei muito da estadia e recomendo fortemente a cidade, mesmo com um frio de 10ºC quase todos os dias!

Review AgileBrazil 2010

Recentemente participei do AgileBrazil 2010 em Porto Alegre, evento que reuniu a galera mais pirada e antenada de desenvolvimento de software do Brasil. A minha expectativa era enorme para ouvir, discutir e ver o que a galera estava utilizando de fato; isso tudo porque tomei vergonha na cara e realmente parei de “só falar” e entrei na “onda” com mais alguns doidos de realmente utilizar esse “negócio de ágil”.

O melhor desse evento sem dúvida nenhuma, foram as pessoas, e não as palestras que rolaram. Muito diferente dos eventos de Linguagem que já fui, a galera estava mesmo muito afim de conversar e trocar idéia sem aquelas famosas panelinhas de eventos de Java, é bacana ver pessoas interessadas sobre questões técnicas do dia-a-dia, e deixando aqueles assuntos toscos (“ahh eu uso XP”, “eu uso Scrum”, “agile é lindo e RUP é uma bosta”, “Java é passado”, …) pra lá.

A galera da Bluesoft vez esse resumo em vídeo sobre o evento.


Agile Brazil 2010 from Bluesoft on Vimeo.

Para não deixar esse post do tamanho do mundo, vou comentar rapidamente sobre o que mais me chamou atenção.

Partipei juntamente com o Adriano Bacha do curso de XP ministrado por  6 pessoas (Bruno Pedroso, Dairton Bassi, Daniel Wildt, Giovanni Bassi, Hugo Corbucci e Renato Willi). Toda essa galera falou sobre execução das técnicas XP através de muito bate-papo e dinâmicas, na parte da manhã fizemos um caixa eletrônico (olha só o resultado do projeto) e a tarde programação em par com constante mudança do piloto através de pomodoro. Esse curso valeu cada centavo (é, eu sou mão de vaca).

Houve um espaço democrático no evento chamado “Open Space” onde qualquer um poderia marcar na programação sobre o que estava afim de debater, no tal horário marcado a galera se reunia; Nós (@adrianobacha, @sauloarruda e eu) marcamos um, mas pelo visto ninguém ficou muito afim e resolvemos ir jogar um pouco de PS3 🙂

Open Space de Jera
Open space de Imersão Ágil

O workshop “Reconheça! Você não sabe modelar! Iniciando Projetos Ágeis” do Rodrigo Yoshima e Phillip Calçado foi muito legal, basicamente partiu-se da idéia prática de 3 elementos fundamentais para modelar: modelo de domínio, navegação entre telas e protótipo de tela; evidentemente que sem o uso de ferramenta, importando-se assim muito mais com o entendimento do problema por parte do cliente e desenvolvedores. Em grupo demos início a um projeto de troca de figurinhas da copa (tô manjando disso).

Os palestrantes internacionais também detonaram, foi a primeira fez do Martin Fowler aqui no Brasil e ele falou ao melhor estilo britânico sobre a essência do ágil, débito técnico; integração e entrega contínua (nós não tiramos nenhuma foto com ele, pois ele não é muito fã disso); David Husman (0 cara) falou de “Produtos e Pessoas sobre Processo e Dogma”, o cara é muito engraçado e pra mim foi uma das melhores palestras do evento.

Agile Brazil
Apresentação do Martin Fowler

O último Keynote, foi com o Klaus (pioneiro na implantação de práticas ágeis no Brasil). Com muito humor e sacadas genias veio para quebrar tudo, aquela idéiazinha chata de falar “mais do mesmo”, sabem né? Então… o cara é doido varrido, o tema era “Learning and Coolness – Beyond XP” e como ele mesmo disse “como alguma coisa pode ser além daquilo que já é extremo?”; a apresentação foi feita no notepad, ele simplesmente “jogou fora” os cinco valores do XP e incluiu Learning e Coolness, traduzido como aprendizado e “ducaralhisse”; além disso falou muito sobre o lance da entrega contínua e direto em produção.

Já estou aguardando o próximo AgileBrazil, porque com certeza eu irei.

<update> Adicionei algumas fotos no meu álbum </update>

Um dia eu vou ser um analista

A maioria das crianças sonham em ser médico, piloto de avião, bombeiro, policial, e etc, são várias as opções, mas sinceramente nunca vi nenhuma criança dizendo que queria ser um hacker, nerd, computeiro, micreiro ou o nome que estão querendo dar a tudo isso, ANALISTA! Eu não fui diferente desse pensamento, eu queria ser um Médico, mas quis o destino que eu me envolvesse com TI.

Eu sempre me perguntei: O que é ser um “Analista”(meio fora de moda esse nome)?

Eu sinceramente não tenho uma resposta concreta para isso. As pessoas geralmente escolhem essa profissão por acharem que isso “tem futuro” ou por simplesmente notarem que os analistas são quase onipresentes. Fui convidado para apresentar uma palestra na UNIDERP e intitulei “Um dia eu vou ser um analista”, logo abaixo tem a palestra e os tópicos.

  • Sonho (pq escolhi essa profissão?)
  • O que não é?
  • O que é?
  • Como trabalha?
  • Mercado em CG, MS, Brasil, Planeta e Universo
  • O CAOS do desenvolvimento
  • Posso pensar em aposentadoria?
  • Dicas para sobreviver nessa perigosa floresta