Times Scrum – Como facilitar as fases de formação?

Texto por Bianca Pereira

No texto anterior, entendemos um pouco mais a analogia entre o time de scrum e o de futebol (clique para ler). Vimos brevemente como as equipes são compostas e entendemos melhor os papéis que cada um desempenha.

Hoje conversaremos melhor sobre as fases de formação de times e como arbitrá-las até a equipe se estabilizar na partida.

Em 1965, o psicólogo Bruce Tuckman publicou um estudo apresentando as quatro etapas de construção de um grupo e o comportamento das pessoas em cada momento.

Formação e conflito

O primeiro estágio, chamado de “formação”, envolve a apresentação, o entrosamento inicial dos membros, entendimento do “jogo” e reconhecimento das outras posições.

O facilitador ou Scrum Master, analogamente ao juiz da partida, exerce um papel diretivo para equipe, trazendo pontos de atenção relacionados ao objetivo do projeto. É o momento de mostrar as regras do jogo que precisam ser seguidas: prazos, cerimônias do Scrum, objetivos de entregas.

No segundo momento, a equipe tende a entrar na fase de “conflito”.  É quando os ânimos ficam exaltados e a pressão da vitória atinge todos os membros do time. Surgem, então, os carrinhos, os puxões de camisa, as defesas irregulares e o juiz precisa ser mais incisivo em relação às regras.

Alguns times podem tentar evitar essa fase, camuflá-la ou negá-la. Porém, é importante que scrum master ou facilitador do projeto ajude a trazer esses problemas à tona.  Só assim o grupo poderá reconhecer o conflito e chegar a uma solução em conjunto.

Estabilização e desempenho

Depois da tempestade, vem sempre a calmaria e é por isso que após muitas faltas marcadas e cartões distribuídos, os times entram na fase de “normatização”, seguida pela etapa de “desempenho”.

Esse período de estabilidade ocorre porque os membros resolveram os conflitos e passam a reconhecer os pontos fortes uns dos outros, trabalhando com sinergia para suprir as lacunas em direção ao mesmo objetivo.

O juiz continua a exercer um papel de apoio, mas sua interferência torna-se cada vez menos necessária. O time começa a adquirir independência e alta performance.

Uma partida de futebol e projetos de scrum não são eventos lineares. Alguns acontecimentos podem levar times já estabilizados novamente ao conflito. Isso acontece por exemplo, com a entrada e saída de membros, mudança na priorização de entregas, trocas de papéis, discordância de técnicas, entre outras inúmeras situações. Nesse caso, cabe ao juiz ser imparcial e diretivo fazendo valer as regras do jogo visando ao resultado esperado.

Para além da teoria, cada jogo e cada time tem sua particularidade. Imagine-se sendo árbitro de uma disputa entre Flamengo x Macaé ou São Paulo x Portuguesa, parece algo dentro do “roteiro”, certo? Agora, coloque-se como juiz em um jogo entre, por exemplo,  Flamengo x Fluminense, Grêmio x Internacional ou ainda, Palmeiras x Corinthians e algumas outras variáveis entram em questão. Mas isso é papo para outra hora, por hoje, fim de jogo.

Times Scrum – Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

Texto por Bianca Pereira


Todo amante de futebol sabe a importância que faz um time bem estruturado em uma partida. As posições precisam ser estrategicamente definidas e preenchidas com os jogadores responsáveis, é preciso treinar diariamente para evoluir a técnica e, principalmente, o time precisa estar entrosado.

Muitas vezes temos jogadores com muita habilidade em campo, mas se não houver o tal do entrosamento do grupo, nada feito! Então acontecem passes perdidos, bola na trave, bola na área sem ninguém pra cabecear, e daí, o choro é livre.

Quem já trabalhou utilizando o Scrum, sabe que funciona da mesma maneira. Para entregar um projeto baseado nesse framework, a construção de um time colaborativo é essencial. Isso vai além do domínio de técnicas avançadas de desenvolvimento e abrange a capacidade de adaptação, inspeção e transparência da equipe para com o jogo em si.

Para chegar nesse patamar é preciso, claro, muitos treinos, muitos jogos, adversários “fáceis”, aqueles mais complicados, muita falta apitada e alguns cartões pelo caminho.

Papéis do time scrum x time de futebol

Para contar essa história direito, vamos explicar os papéis do Scrum dentro de campo e veremos como os times são formados. 

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Product Owner (Goleiro/Capitão do Time)

A principal função do PO é traduzir os interesses do cliente em valor, priorizar isso de forma assertiva e comunicar o que será ou não feito para o restante da equipe. Como capitão, é ele quem vai motivar as pessoas em relação ao negócio e mostrar o porquê de aquilo estar sendo feito. Além disso, ele também precisa defender o time dos itens que fogem do objetivo a ser entregue.

Na formação de times colaborativos, tanto de futebol quanto de Scrum, essa é uma atribuição fundamental. “Falem um com outro, cobrem um do outro, ajudem um ao outro, queiram ganhar um com o outro” é parte de uma famosa preleção de Rogério Ceni que poderia ser facilmente usada em uma Daily Scrum.

Gosto de fazer a analogia do PO com o goleiro, pois ele é um indivíduo um pouco distinto, joga com os pés, mas sobretudo joga com as mãos e posicionamento. Não tem como jogar sem ele, e dificilmente conseguimos substituí-lo por um jogador de linha.

Time de desenvolvimento (Jogadores de linha)

Colocando um objetivo em comum a ser alcançado em cada caso, desenvolver sistemas pode ser comparado a vestir a camisa e chutar a bola no gol. Veja que nessa situação não há diferenças entre quem desenvolve, quem testa, quem valida requisitos ou quem desenha fluxos, todos buscam o mesmo foco e contribuem de acordo com sua posição em campo.

Scrum Master ou Facilitadores (Juízes)

Os juízes são responsáveis para que a partida aconteça de acordo com as regras do futebol, enquanto o Scrum Master ou Facilitador garante que os princípios do Scrum sejam desenvolvidos no decorrer do jogo. Cabe a ele comunicar esses preceitos da melhor forma e fazer com que a equipe consiga avançar os estágios de formação durante o projeto.

A regra é clara e quando a situação sai do roteiro, ele precisa se posicionar, direcionar a disputa e conduzir os times. Muitas vezes alguns podem achar que árbitros são desnecessários e o melhor seria que sua função não fosse percebida. De certa forma, isso é verdade, porém, são nos jogos complicados que essa figura torna-se fundamental para o desenvolvimento do time e jogo.

Como nem tudo são flores, as equipes podem estar desfalcadas em algumas situações e o time precisa se adaptar para suprir esses hiatos. Defesas são feitas por laterais, gols são marcados por zagueiros. Mas por mais que a equipe passe por uma etapa de conflito, com muito treino, ela consegue se desenvolver e caminhar para melhores resultados.

Formação de times

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Tanto no futebol quanto no Scrum, a formação de times colaborativos e auto gerenciáveis não é algo simples. Você escolhe os jogadores responsáveis por cada posição, apresenta os outros membros e tudo vai bem, até colocá-los para trabalharem em equipe. 

Em 1995, após ter sido eleito o melhor jogador do mundo, Romário desembarcava na Gávea. Pouco tempo depois era a vez do campeão brasileiro Edmundo e o “melhor ataque do mundo” estava formado. Parecia que o puro talento dos seus jogadores renderia incontáveis títulos ao Flamengo, mas um elenco vitorioso precisa ser um time antes de tudo.

O grupo durou apenas 6 meses apresentando problemas de gestão, estrutura, organização e estilo de jogo. Próprios ex membros da equipe a classificavam como “uma bagunça”. O que deu errado?

Equipes de scrum passam por processos semelhantes, o grande desafio é auxiliar que elas se desenvolvam e atravessem as fases de formação e conflito. Chegar à estabilidade e alto desempenho em um projeto é um desafio diário que requer muito treino. Será que sua equipe está preparada? Falaremos mais disso no nosso próximo post, por hoje, fim de jogo. 

 

Quer financiar um aplicativo? Conheça o cartão BNDES e consiga seu crédito

Quer abrir um novo negócio e desenvolver um aplicativo, mas ainda não possui o investimento necessário para começar? Temos uma solução incrível para você!

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) inaugurou uma forma de crédito para ajudar Micro, Pequenas e Médias empresas (MPMEs) a financiarem serviços de desenvolvimento de software sob encomenda. A novidade foi anunciada no dia 26 de Março, em São Paulo, e também pode ser usado para investir na criação de websites corporativos e lojas virtuais.

Com o cartão já era possível comprar softwares prontos e desenvolvidos no Brasil por profissionais que residem no país. Agora com a possibilidade de financiar serviços de desenvolvimento, o cartão reforça o apoio aos investimentos das MPMEs em tecnologias da informação e comunicação (TICs). Possibilitando assim uma maneira de que essas empresas consigam reduzir seus custos e aumentem seus ganhos em eficiência operacional e competitividade.

As Micro, Pequenas e Médias empresas poderão ser portadoras do cartão para adquirir itens necessários às suas atividades. Elas também poderão se credenciar como fornecedoras para oferecer a seus clientes o Cartão BNDES como forma de pagamento pelos serviços prestados.

Tem interesse? Para solicitar o cartão, basta acessar o site do BNDES (www.cartaobndes.gov.br) e fazer o seu cadastro.

Como usar o cartão?

As empresas poderão encomendar diversos sistemas e aplicativos com o cartão do BNDES. Isso inclui: aplicações industriais, internet das coisas (IoT), machine-to-machine (M2M) e soluções similares, softwares para plataformas móveis, entre outras coisas. O pagamento pode ser parcelado em até 48 meses com uma taxa de juros atrativa. 

Jera conquista título de Agência Certificada pelo Google

A Jera conquistou o título de Agência Certificada pelo Google Developers na última semana. 49 empresas no mundo todo possuem essa certificação, sendo apenas três no Brasil. O Google verifica os dados técnicos dos aplicativos, as reviews dos usuários e a capacitação técnica dos desenvolvedores antes de certificar a agência.

Ter o selo de Agência Certificada pelo Google Agency significa que a Jera atende a uma série de requisitos. Entre eles estão a experiência no uso de tecnologias do Google e um histórico bem sucedido de construção de aplicativos de alta qualidade.

A certificação foi concedida após participarmos do Google Developers Agency Program, programa que oferece às agências de desenvolvimento de softwares acesso a treinamentos e eventos, recursos personalizados, melhores práticas e suporte para desenvolvedores de maneira exclusiva.

Como agência certificada, nós nos sentimos honrados e agora podemos atestar que possuímos expertise e excelência na construção de aplicativos. Para nós, é de extrema importância a certificação, pois buscamos sempre nos aprimorarmos para desenvolver o melhor produto possível, que seja um diferencial no negócio dos nossos clientes.

 

Design além do visual: uma ferramenta para impulsionar seu negócio

Por ser uma área relativamente nova, em especial no campo da TI, o papel do design tende a ser mal interpretado por muitos. Ele acaba sendo associado principalmente às questões visuais. Embora muito importante, o visual é apenas parte das muitas áreas contidas nessa competência.

Gosto de pensar no design, como um todo e não só a parte visual, um diferencial do nosso trabalho e, em todas as fases se mostra muito presente: do entendimento à modelagem, passando pelas definições de negócio e validação até, finalmente, trabalharmos questões estéticas e de usabilidade.

Em vista disso, resolvi escrever este artigo para falar rapidamente sobre as competências do design que utilizamos e suas atribuições. Então tente pensar em design como uma ferramenta para resolução de problemas, ao invés de meramente arte.

“Qual é o problema que queremos resolver?”

Descoberta

Normalmente, quando recebemos novos projetos, o cliente nos apresenta uma solução para algum problemas existente no mercado que ele gostaria de transformar em aplicativo.  Um bom designer resiste à tentação de sair desenhando belas telas e já no início faz a pergunta mais importante de todo projeto: “Qual é o problema que queremos resolver?”.

Muitas vezes essa é a única pergunta que precisa ser feita para sabermos se aquele empreendimento é promissor ou não.  Se o cliente não consegue responder é sinal que a solução está comprometida, ou seja, tem grandes chances do negócio morrer no momento em que for lançado. Afinal, se ninguém compartilha de uma dor não há problema, e se não há problema, para que precisaríamos de uma solução?

Para responder a esta pergunta fundamental existem diversas metodologias, tais como UX (User Experience) research, Lean Startup Canvas e, a que utilizamos aqui na Jera, Lean Inception do Paulo Caroli, autor do livro Direto ao Ponto. Todas compartilham fundamentos comuns ao Design Thinking, que consistem em definir o problema, gerar empatia nos profissionais envolvidos no desenvolvimento do projeto, imaginar soluções para o problema, prototipar e validar a solução.

Do resultado final deste trabalho saem duas possíveis conclusões igualmente benéficas:

  1. Não existe problema e a ideia não deve seguir em frente;
  2. Existe problema real que as pessoas gostariam de ter resolvido, acompanhado de algumas possíveis soluções.

Em ambas situações todos saem ganhando. Pode-se evitar o investimento de tempo e dinheiro em um software que não gera valor e não tem clientela. Ou pode-se vislumbrar se a solução gerada trará retorno satisfatório e quais são os requisitos mínimos para possibilitar a operação da empreitada.

Assinatura

Se a ideia seguir em frente, passamos então para a etapa de branding. Nesta fase, nascem não apenas os logotipos, mas também a personalidade e a voz de uma empresa. O objetivo é entregar uma apresentação visual mais coerente do negócio que está surgindo.

Não que seja impossível desenhar uma bela logo sem um complexo estudo de mercado, muito pelo contrário. Mas designers experientes farão uma série de perguntas e estudos para construir um ícone que tenha tudo a ver com a imagem que a empresa deseja passar aos consumidores.

Na Jera, a maioria dos nossos projetos são de novos negócios. Por isso, formatamos um processo reduzido de branding para ajudar a ganhar tempo sem deixar a harmonia de lado.

No resultado final desse trabalho, entregamos o estudo da personalidade, aparência e voz da marca. Também é definido como ela se relaciona com o mercado, sem esquecer, obviamente, do logotipo.

Arquitetura

Considerando que as duas etapas anteriores estão bem resolvidas, é o momento de definir como funcionará cada tela do aplicativo. Nesta fase, nós iremos decidir como será o fluxo das telas do app e encaixar nele as funcionalidades estabelecidas anteriormente. Isso nos permite completar os objetivos definidos também na descoberta.

Nesse momento, nos preocupamos com os requisitos técnicos, hierarquia de informação, funcionalidades e a quantidade de passos do início ao fim da jornada do usuário. Buscando sempre a simplificação e o menor número de interações possível.

No fim, é entregue um wireframe de baixa fidelidade visual e um fluxograma, que mapeia todas as telas e requisitos do app. O material produzido já pode ser utilizado para testar as interações com o usuário final. Mas deve ser usado principalmente para colher feedbacks valiosíssimos que serão utilizados para melhorar o protótipo antes de passar à próxima fase. Além, é claro, de ser uma importante documentação ao longo do desenvolvimento da interface funcional.

Design de interface

Finalmente, esse é momento que todos esperavam no início! Agora a parte visual poderá ser trabalhada com a segurança de que o problema está resolvido, a identidade foi definida e os requisitos de sistema estão mapeados. Isso, é claro, pensando hipoteticamente, já que o produto ainda não foi testado em ambiente real de mercado para sabermos se a solução é a esperada pelos clientes.

Esse é um trabalho para o designer visual que, ao contrário das outras etapas, trabalha praticamente sozinho. Cabe a ele aplicar todos os conceitos de psicologia da forma, harmonização de cores e linguagem tipográfica para a consolidação de um sistema de design consistente. Esses são conceitos muito mais complexos e que não devem ser chamados de “arte”, uma vez que não são arbitrários, subjetivos ou ainda “feitos para chocar”. Embora existam inúmeros exemplos de interface que são de causar arrepios.

Enfim, teremos aqui um protótipo fiel do que será desenvolvido por nossos programadores.

Conclusão

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São muitas as áreas dentro do design e não convém comentar todas para não nos estendermos no assunto. Entretanto, acredito que as mencionadas aqui compõem o mínimo que uma startup deve se preocupar ao lançar um novo produto, para ser o diferencial na vida de seus consumidores.

Acredito ainda no design como uma ferramenta essencial para potencializar o sucesso de um novo negócio, muito mais do que um mero apelo visual e sempre com aquela primeira pergunta em mente: Qual é o problema que queremos resolver?

Mas e você? Tem algum problema real que precisa ser resolvido? Conte-nos sua ideia e nós ajudaremos a descobrir uma solução. Clique aqui e faça um orçamento conosco! 

 

Texto: Ney Ricardo
Imagem: Dan Saffer’s diagram