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Programador “Bill Turner”

Por Saulo Arruda em May 30, 2011 às 8:30 am | Equipe, meme

Seguindo a série de metáforas, durante a organização do Maré de Agilidade, nos deparamos com vários profissionais que demos o nome de programadores “Bill Turner”. O termo vem bem a calhar com o lançamento essa semana do novo filme da série Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas.

Explico, o termo é uma analogia ao pai do personagem Will Turner (Orlando Bloom), o Bill Turner, que está preso ao navio. Nas últimas semanas lidamos com vários profissionais que estão literalmente presos (ou grudados) aos seus navios e parecem que não podem sair de lá para nada.

É impressionante como existem pessoas que passam anos sem buscar nenhum tipo de atualização profissional, seja ela participando de eventos ou cursos (como nosso caso com o Maré), seja lendo livros ou mesmo blogs relacionados a sua área. Tem pessoas que até hoje usam Visual Basic 6 ou Delphi 7 e não parecem ter nenhum interesse por novas tecnologias.

Além disso existem empresas que nem sequer estimulam qualquer atualização dos seus profissionais. Tivemos uma excelente adesão de empresas no evento – isso é assunto para outro post – mas também tivemos empresas que nem quiseram saber do que se trata. E isso também vale para Universidades, algumas não nos deram nem retorno para que fizéssemos agendamento de visitas para divulgar o evento entre os alunos.

Enfim, vamos continuar lutando contra essa postura “1.0″, como brilhantemente falou o Alê Gomes na sua palestra e esperamos que os profissionais saiam das suas tocas e participem da comunidade de desenvolvimento de software que orgulhosamente a Jera tem a oportunidade de não somente participar, mas também fomentar!

Fica a dica! Não seja um programador Bill Turner.

Update: Faltou dar os devidos créditos ao criador do termo, o descoladíssimo @JEFFMOR

    • http://www.twitter.com/tgmarinho tgmarinho

      Ridículo, as Universidades/Faculdades NÃO abrirem espaço pelo menos de seus murais (desatualizados) para pendurarem um Banner divulgando um evento de TI.

      Saulo, bem legal a analogia que vocês fez! Pior de tudo, quando Bill Turner iria sair do barco (tecnologia) já era tarde d+ hehe (lutou para ficar nela) e morreu.

      Abraços

    • Marcos

      Tem pessoas que até hoje usam delphi5…

    • Paulo Diogo

      na minha opnião cada um deve seguir o que quiser, não sou contra nenhuma nova tecnologia, pelo contrario vivo delas, mas se o cara que continuar programando no Delphi 7 qual o problema? esses caras que ganham dinheiro… o que vcs acham do cara que programa em Cobol? otario? não ele é um Grandessíssimo esperto, o cara ganha muito dinheiro, se o cara sabe o que esta fazendo, faz bem, não precisa mudar pq ja ganha dinheiro pra kct, pra que mudar? vcs tem que falar mau dos caras que compram revistas de php fazem Merda e depois tiram onda de programadores/analistas sem sequer ter estudado pra isso, as vezes vejo gente falando mau de tecnologias antigas mas nem veem que o problema não é o que vc usa, se esta na moda, e sim a grana que isso te rende, e claro se vc esta fazendo direito… #prontofalei

    • http://www.porkaria.com.br porkaria

      alô Paulo Diogo Turner!

      A questão não é a tecnologia, aquilo foi um exemplo, a questão é se esconder na sua área de conforto.

      O post foi dedicado a quem gosta e quer trabalhar com tecnologia (no caso programação).

      Se o objetivo do cara é trabalhar e receber o sal no fim do mês e foda-se, ok! as suas palavras foram sábias. Entre programar e vender pipoca pra esse cara não tem diferença.

      Agora para quem quer fazer diferente, criar algo novo, se destacar, estudar e aprender… tem que por a cara pra fora da casinha.

    • http://www.jeffmor.com/blog/ jeffmor

      Paulo,

      o termo “Bill Turner” não faz referência a tecnologias antigas, tanto que o mesmo está em um barco muito foda, o holandês voador, que podemos equiparar com essa tecnologias “antigas”.

      Ok, viver em um barco massa (cobol, pascal, c++, java …). Mas o problema na verdade é o cara SE PRENDER AO BARCO, viver apenas naquele mundinho, assim ele não melhora, não aprende + nada e o pior de tudo acredita que não precisa de mais nada.

      FICOU PRESO AO CASCO DO BARCO :(

    • http://maisquebomcodigo.blogspot.com/ Dirlei Dionísio

      Muito boa a analogia! Concordo que o problema não seja trabalhar com uma tecnologia antiga, mas não ter interesse algum pelas novas.

      Seguinto essa linha, há o “Programador House”[1], inspirado no médico da série House MD, que não gosta de fazer consultas, mas sim de fazer diagnósticos difíceis.

      [1] http://maisquebomcodigo.blogspot.com/2010/06/o-estagio-house-do-bom-programador.html

    • http://about.me/xorna @xorna

      A boa e velha desculpa do “dá dinheiro”, é por isso que temos vários “Flying Dutchman” navegando por aí e um monte de cliente preso a empresas que fazem “Software”. Se prender a empresa que faz esse tipo de jogo, é ser um Bill Turner, e é isso que o post está tratando. Se esconder na zona de conforto, como o Porkaria citou, é a pior coisa que um profissional pode fazer para sua carreira, hoje em dia é possível conseguir um baita trabalho sem enviar um currículo, só com seu network e reconhecimento de suas realizações. Eu não caio nessa de “tá dando certo não vamos mexer”, se não for para mudar, para fazer o melhor, não tem por que ficar nesse mercado… aí sim, vou vender pipoca pois essa sim não muda de versão.

    • leandro koiti

      haahahah programar e vender pipoca, agora c falo

    • http://kristopher.biz Kristopher Murata

      Mudar é difícil, mas a inércia não deve ser a única vilã, não é atoa que zona de conforto tem esse nome. Cada empresa e profissional está num contexto diferente (e complexo) que talvez a mudança seja tão avessa ao modus operandi atual que não faz sentido nenhum mudar.

      A mesma inércia que mantém uma empresa Microsoft Certified engessada em tecnologias proprietárias é a que motiva a transformação continua em startups dinâminas que adotam tecnologias edges. Esse é o paradoxo do conceito de mudança, cada qual está confortável no seu modelo de negócios e tende a não mudar.

      A questão é escolher que tipo de empresa/professional você quer ser, um programador com a visão fechada para apenas uma tecnologia (preso ao barco) e extremamente especialista ou um programador que sempre está aprendendo coisas novas e sendo pragmático na adoção de tecnologias ou mesmo seguindo modismos de mercado.

      Acredito que o profissional mais adepto a mudanças tem maior chances de sobreviver no mercado, mas isso não o torna superior, embora seja o perfil mais procurado hoje em dia. Mesmo que o programador esteja amarrado ao barco dele, se ele souber construir uma canoa, ele vai conseguir se salvar. :)

      PS. esse comment deveria ter sido um artigo ou conversa de #horaextra hahaah

    • http://about.me/xorna @xorna

      Mas vale a pena visualizar como o mercado está espremendo a microsoft, que antes era uma “Ditadora” nada benevolente e hoje é apenas uma seguidora atrasada. Claro que se você levar em conta o legado de uma empresa dessas, você cai de costas ao pensar em mudanças, mas o problema de ficar na inércia é que quando ela é quebrada, você não tem aceleração para acompanhar o mercado. Não acho ideal que o mundo seja feito de malucos inovadores, isso iria virar a nova zona de conforto, porém, concordo com o sentido puro do artigo do Saulo, que não importa onde você esteja ou o que você esteja fazendo, você deve se manter em movimento.

    • Leandro Duprat

      Concordo em partes com o que o Xorna diz. O que a maioria quer, no fim das contas, é dinheiro. Profissionais inertes existem em todas as áreas. Nem todos os médicos frequentam simpósios ou passam o dia lendo novidades sobre neurologia. Existem pessoas que nasceram para “aquilo que fazem”, outras gostam e outras encaram como trabalho. E certamente não é fácil pular de um grupo pra outro. É complicado julgar sem conhecer. As vezes a pessoa até tem vontade de aprender algo, mas depois de uma escala de 8 horas de trabalho, fica complicado chegar em casa e ir novamente pra frente do computador e deixar filhos, esposa, contas, futebol, cervejinha, amigos e demais coisas de lado. Se você se realiza profissionalmente e pessoalmente dessa maneira, ótimo. Pode custar caro pra vc no futuro? Quem sabe… Talvez sim, talvez não. Nossa área é uma “metamorfose ambulante” e realmente é complicado acompanhar toda mudança que ocorre. Muitas pessoas na área de TI aprendem e estudam sob demanda. “- Ah, não conheço isso! Mas já li a respeito e se eu precisar já sei como me nortear.” Se todo mundo conhecesse de tudo, todo mundo seria consultor.
      Enfim, acho que é normal do ser humano o comodismo, como disseram: “zona de conforto”. Some-se isso ao fato da escassez de mão de obra e consequentemente grande oferta de trabalho, e terá o cenário para a proliferação dos “profissionais inertes”. Enfim, tem uma frase ai que pode resumir todas essas linhas: “A necessidade é a mãe da invenção”. Interprete necessidade como queira..
      Abraços!!!